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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Microcefalia: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenções, possíveis complicações

O que é microcefalia1?
A microcefalia1 (do grego: mikrós=pequeno; kephalé=cabeça2) é uma condição neurológica rara na qual a cabeça2 do feto3 ou da criança é significativamente menor do que a de outros fetos ou crianças do mesmo estágio de desenvolvimento ou do mesmo sexo e idade.
Quais são as causas da microcefalia1?
A microcefalia1 pode ser causada por vários fatores genéticos e adquiridos. É o resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento. Em geral, a microcefalia1 só é detectada no momento do nascimento, mas usualmente resulta de uma anormalidade do desenvolvimento do cérebro ainda no útero4 ou é precocemente adquirida na infância. Outras causas podem incluir a fusão prematura das suturas5 entre os ossos do crânio6 da criança, anormalidades cromossômicas, como a síndrome de Down7 por exemplo, anóxia8 cerebral (decréscimo do oxigênio no cérebro fetal), infecções9 do feto3 durante a gestação, exposição a substâncias prejudiciais durante o desenvolvimento fetal, desnutrição10 severa e fenilcetonúria11 não controlada.
Quais são os principais sinais12 e sintomas13 da microcefalia1?
O sintoma14 mais típico da microcefalia1 é o tamanho da cabeça2 significantemente menor que o da cabeça2 de crianças do mesmo sexo e idade. A microcefalia1 primária provoca hipertonia15 muscular generalizada, paralisia16, crises convulsivas e atraso mental.
As manifestações sintomáticas da microcefalia1 secundária dependem do tipo e da gravidade da malformação17. Como as funções cerebrais estão, na grande maioria dos casos, pouco desenvolvidas, esta situação provoca um atraso mental profundo. Caso seja afetado apenas o desenvolvimento de um dos hemisférios cerebrais, ela provoca igualmente um atraso mental, apesar de as perturbações motoras serem unilaterais.
Como o médico diagnostica a microcefalia1?
O tamanho da cabeça2 é medido pela circunferência em torno do seu topo na região mais larga, o chamado perímetro cefálico. Usando padrões bem estabelecidos de crescimento, essas medidas são comparadas ao percentil apurado de crianças normais. Em condições normais, o crânio6, no momento do nascimento, tem um perímetro de aproximadamente 33 a 36 centímetros, aumentando de tamanho ao longo dos primeiros anos de vida eacompanhando o crescimento do encéfalo18. Este crescimento é bastante pronunciado nos primeiros seis meses após o nascimento, entre 7 a 8 centímetros, até alcançar os 46 a 48 centímetros no final do primeiro ano de vida. Nas crianças com microcefalia1, o tamanho ou o crescimento da cabeça2 é significantemente abaixo da média. O médico que atender um paciente com microcefalia1 tomará uma completa história do pré-natal, nascimento e desenvolvimento da criança e deverá fazer um exame físico detalhado que inclua um exame neurológico. Uma história familiar deverá ser conhecida, especialmente a medida da cabeça2 dos pais, para determinar se há histórico de microcefalia1 na família. Exames de tomografia computadorizada19, ressonância magnética20 e testes sanguíneos podem ajudar a determinar as causas subjacentes do problema.
Como o médico trata a microcefalia1?
Como não existe tratamento para a microcefalia1, a ação terapêutica21 se limita aos casos em que a fusão dos ossos cranianos é precocemente detectada, devendo-se realizar uma intervenção cirúrgica, nos primeiros meses de vida, para separar os ossos do crânio6, cortar as extremidades unidas e separar as lâminas ósseas, podendo reduzir as sequelas22.
Exceto pela cirurgia para corrigir essa craniosinostose (fusão das suturas5 entre os ossos do crânio6), não há tratamento que alargue o crânio6, nem que reverta as consequências da microcefalia1. A intervenção precoce pode ajudar a criança a melhorar seu desenvolvimento e sua qualidade de vida, com programas que incluam terapias para a fala e outras terapias físicas e ocupacionais que melhoram as habilidades da criança. Algumas complicações da microcefalia1, como as convulsões ou a hiperatividade, por exemplo, podem ser tratadas com medicações.
Como prevenir a microcefalia1?
Se o casal tiver um filho com microcefalia1 de causa genética, deve consultar um geneticista sobre os riscos de que o problema se repita em futuras gestações.
Quais são as complicações possíveis da microcefalia1?
Algumas crianças com microcefalia1 têm inteligência normal, embora suas cabeças permaneçam pequenas para seu sexo e idade. Mas na dependência da sua causa e severidade, a microcefalia1 pode gerar, entre outras, as seguintes complicações: retardo de alguns aspectos do desenvolvimento, tais como fala e movimentos, dificuldades de coordenação e equilíbrio, pequena estatura, distorções faciais, hiperatividade, retardo mental e convulsões.

ABC.MED.BR, 2015. Microcefalia: conceito, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenções, possíveis complicações. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/sinais.-sintomas-e-doencas/747342/microcefalia-conceito-causas-sintomas-diagnostico-tratamento-prevencoes-possiveis-complicacoes.htm>. Acesso em: 1 fev. 2016.

domingo, 8 de novembro de 2015

Inicio da Marcha na Doença Neurológica na Infancia


Não é incomum os pais procurarem o ortopedista para avaliar uma deformidade nos membros inferiores em uma criança com lesão neurológica. O mais importante é que os pais correlacionam esta deformidade secundaria ao impedimento da marcha na criança.

A primeira medida do médico deve ser orientar a esses pais, que na maioria das vezes essas deformidades são secundárias a lesão neurológica e que a deformidade pode atrapalhar mais não impedir.  Por isso muitas cirurgias são indicadas de forma desnecessária e não trazem nenhum beneficio a criança.

Como assim, perguntam os pais. Nas chamadas Paralisias Cerebrais, onde a lesão ocorre no primeiro neuronio motor,  no cérebro, os encurtamentos tendinosos e as contraturas articulares são secundárias e não adianta simplesmente a correção cirurgica do alongamento, porque a criança necessita também de coordenação, equilibrio e movimentação ativa destes musculos.

Independente da patologia, a criança só vai atingir uma marcha independente quando ocorrer o conjunto de fundamentos citados. Além disso, ainda existem crianças que não se intereessam pela marcha. É importante salientar, que quadris luxados, pés tortos, joelhos flexionados não são indicações primárias de cirurgia e a avaliação global da criança e multidisciplinar se torna fundamental.

Outro grupo frequente nos consultórios são os menores portadores de uma sequela de Mielomeningocele. Essa lesão ocorre no segundo neuronio motor, funciona semelhante a uma lesão traumatica da medula espinhal. Por isso é importante sempre saber o nível de lesão, e dessa forma saber qual grupo muscular funciona, e assim ter um prognóstico futuro da marcha, podendo assim indicar ou não as correções que possam ser necessárias.

O objetivo é uma avaliação inicial cuidadosa e criteriosa da criança, e ter um objetivo real que não fruste os pais. Nem sempre isso é possivel em uma primeira avaliação e muitas vezes o acompanhamento se torna fundamental.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Botas Ortopédicas - Porque não são mais utilizadas.

Apesar de toda a modernidade na medicina nos dias atuais, ainda é muito frequente o questionamento de pais no consultório sobre as famigeradas botas ortopédicas. Até porque, muitos deles ainda a utilizaram na sua própia infância e supostamente com sucesso.

Então vem a pergunta, por que não utilizar?

A resposta é simples. Porque não tem nenhuma utilidade.

Como assim???

As deformidades ortopédicas mais comuns na infância correspondem a fases que a criança passa. Quero dizer, elas se corrigem de forma expontanea com a ajuda ou sem a ajuda de botas, palmilhas e ou outros aparelhos. Isso soa um pouco radical, mas não existe nenhuma comprovação cientifica que conteste essa afirmação.

É claro que nem toda deformidade é de correção expontanea por isso permanece a necessidade de uma avaliação médica especializada caso seja algo fora do padrão.
Não cabe aqui dizer o que é ou não é normal, o objetivo é de desmitificar o uso dessas botas horrorosas que nos trouxeram muitas mas lembranças.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dor de Crescimento. Existe sim!



No consultório dos ortopedista pediátrico é comum chegarem crianças , com idade entre 3 e 6 anos, com queixa de dores nas pernas, especialmente à noite ou até mesmo na madrugada . O relato das mães é quase sempre o mesmo: durante o dia a criança brinca normalmente, corre, joga futebol, vai à escola. E à noite surge aquela dor inexplicável, que a criança não consegue nem mesmo dar a localização exata.

Na maior parte das vezes a dor ocorre na face anterior da perna, por isso é chamada pelos americanos de Shin Pain. Mas nem sempre, característica importante é que ã dor ocorre sempre em locais diferentes, um dia na perna direita, outro dia na esquerda, tornozelo, quadril....sem uma localização fixa. Isso é muito importante na decisão de se pesquisar ou não a origem da dor.

Outra característica importante é que essa dor não vem com sinais associados, como edema, vermelhidão e ou calor. Claudicação pode ocorrer mas sempre passageira como a dor noturna.


Não há uma explicação totalmente comprovada da causa dessa dor. Teorias são a fadiga muscular ou a grande atividade de impacto que provoca dor próxima as áreas de crescimento. O perfil da criança normalmente são de crianças uma pouco mais agitadas, mas não existe correlação com a hiperatividade.


O problema pode ter ainda um componente emocional. "A criança realmente sente dor. Não é manha. Mas os fatores psicológicos podem predispor a criança a sentir essa dor". É o caso da entrada ou mudança de escola, ou mesmo o nascimento de um novo irmãozinho.


Normalmente não se faz necessário estabelecer um tratamento para essas dores. "Massagens e compressas quentes são indicadas para aliviar essas dores, assim como a prática de exercícios regulares", lembrando que se a situação for constante e a dor muito intensa, um médico deve ser procurado para aprofundar a investigação e garantir o crescimento saudável da criança.




Surge mais à noite, nas pernas, na região das coxas e panturrilhas. É uma dor difusa, freqüente ou esporádica. As vezes a criança pode acordar com a dor. No outro dia ela está totalmente normal. Além da queixa não existem outros sinais, como febre, edema, perda do apetite, manchas na pele etc.







Alguns acreditam que trata-se de um desequilíbrio no ritmo de crescimento dos ossos, tendões e músculos. Um pode se desenvolver de forma mais acelerada que outro. Quando se igualam, a dor pára. Ou mesmo ser uma dor de fadiga muscular. A atividade mais intensa relaciona-se com a dor. Componentes emocionais podem fazer parte do quadro

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Genu Valgo do Adolescente - Hemiepifisiodese Femural Medial

Deformidade em valgo do joelho, bastante frequente no adolescente  é acompanhado de uma marcha anserína, dificuldade para correr, dor na face anterior do joelho e instabilidade patelo femural. .Nem sempre a avaliação clinica é simples, em muitos casos atuais a obesidade associada nesses pacientes dificulta o exame. O exame detalhado com os membros inferiores desnudos e o correto posicionamento do adolescente é fundamental.

O exame na maca também é importante, tentando determinar o ângulo Q e a Distancia Intermaleolar.

No exame radiológico panorâmico o eixo mecânico do membro inferior é sempre desviado lateralmente. É intuitivo que o grau de deformidade esteja relacionado a gravidade dos sintomas. Por isso vários autores recomendam a hemiepifisiodese distal do femur como forma de tratamento em casos onde a deformidade está acima do esperado para a idade.

Persistente deformidade em valgo é mais do que apenas um problema cosmético. No estudo da marcha em pacientes com genu valgo, a cinética do movimento do joelho, assim como do quadril, é completamente alterado. O mal alinhamento pode provocar lesões ligamentares e cartilaginosas ao longo dos anos.

Os benefícios da normalização do eixo mecânico e do redirecionamento das forças de reação ao solo são normalizadas após a correção da deformidade. Por isso o "time" correto para a realização da cirurgia é essencial. Ao invés de esperar arbritrariamente até o final do crescimento para ver se "um milagre" corrigi a deformidade. Por isso a hemiepifisiodese deve ser indicada durante a fase final de crescimento.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Remodelação Óssea na Criança Pós Fratura


Conceitos básicos
Consolidação muito mais rápida que o adulto, e grande capacidade de remodelação.

Predomina o tratamento conservador pelo aparelho gessado.

Trauma esquelético corresponde a 10% - 15% de todas as lesões na criança.

Região anatômica: as fraturas predominam no rádio e, de uma maneira decrescente, úmero, tíbia, clavícula e fêmur.

Traumas em ambiente domiciliar correspondem a cerca de 37% das fraturas, quedas na escola perfazem 20% .


Características do Osso na criança
Mais elástico e resistente a força de torção e angulação.

As lesões na placa de crescimento correspondem a cerca de 15% das lesões esqueléticas na criança.

O periósteo reveste as diáfises, é bastante espesso e responsável pela remodelação do calo primário da fratura.

A consolidação óssea primária se inicia no hematoma fraturário que sofre invasão celular, células cartilaginosas, calcificação e ossificação do tipo endocondral.
 
Remodelação
A capacidade de remodelar um segmento ósseo fraturado é uma propriedade excepcional do esqueleto em crescimento. Quanto menor a criança (abaixo de 10 anos) maior o poder de correção. Conseqüentemente, quanto menor a criança maiores desvios angulares permitidos e aceitos em uma fratura.
As fraturas metafisárias, nas extremidades dos ossos, por estarem próximas a placa de crescimento, remodelam com uma maior facilidade permitindo desvios de até 30°. As diafisárias, no centro do osso, permitem  deslocamentos até 10°.
 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pé Torto - Resultado comparativo na Atrofia da Panturrilha entre método de Ponseti e a cirurgia clássica

Calf Circumference Discrepancies in Patients With Unilateral Clubfoot: Ponseti Versus Surgical Release

Fulton, Zachary BS*; Briggs, Dustin MD; Silva, Selina MD; Szalay, Elizabeth A. MD

Abstract
Background: Talipes equinovarus is the most common congenital lower limb abnormality. Decreased calf size has been found to have negative impacts on patients’ subjective appraisals of long-term outcomes. This study compares calf circumference ratios in 2 groups of patients with unilateral clubfoot, those treated according to the Ponseti method and those treated with extensive surgery, to determine whether the current standard of care achieves better anatomic outcomes.
Methods: Patients >1 year after treatment for unilateral clubfoot were recruited during normal follow-up appointments and both calves were measured using a standardized protocol. A questionnaire concerning their treatment history was also completed. Data were analyzed by comparing calf circumference ratios between treatment modalities.
Results: Thirty-five patients with unilateral clubfoot were recruited after satisfying inclusion criteria. Twenty-four (69%) were included in the Ponseti-managed group, and 11 (31%) were in the extensive surgery group. The affected legs were on average 3% to 10% smaller than the control legs across all groups. The surgery group’s average calf ratio was significantly less at 90.8%±3.5% compared with 94.4%±3.3% in the Ponseti group.
Conclusions: The calf circumference of limbs affected by clubfoot is significantly smaller in those treated with extensive surgery as compared with those treated with the Ponseti method alone, with or without percutaneous tenotomy. This supports the Ponseti method as the standard of care for achieving the most favorable anatomic outcome.

Este trabalho conclui que ao final do tratamento, o método de Ponseti é menos danoso a criança que o tratamento cirúrgico convencional no quesito Atrofia de Pantuurrilha.


 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Joanete / Halux Valgus Juvenil

Halux valgus Juvenil (HVJ) é descrito com uma deformidade em varo do primeiro metatarso associado a desvio em valgo da falange do "dedão" do pé em jovens ainda com crescimento ósseo. Sua incidência, etiologia, fatores de risco e a história natural ainda não foram bem esclarecidos.

fig 1. deformidade clinica



Normalmente se indica aguardar a maturidade esquelética para uma correção através de osteotomia associada ou/não a correção de partes moles com ojetivo de se evitar uma recidiva.

Antes da decisão cirurgica, exames radiológicos devem ser realizados e medições feitas através do ângulo intermetatarsiano, ângulo de halux valgus, ângulo da superficie articular do primeiro meta-cuneiforme e a proporção de comprimento entre o primeiro e segundo meta.

fig 2. ângulo intermetatarsiano, ângulo de halux valgus, ângulo da superficie articular do primeiro meta-cuneiforme



fig 3. proporção de comprimento entre o primeiro e segundo meta



Estudos demonstram que acima de 40% dos adultos com halux valgus ja apresentavam queixas na juventude. A incidência acima de 85% em meninas e a presença de história familiar sugere um componente hereditário na etiologia do HVJ.

A associação de HVJ com pés planos, encurtamentos de gastrocnêmio, hipermobilidade do primeiro raio e frouxidão ligamentar generalizada sugerem também que sua causa pode estar associada a uma carga anormal durante o ciclo da marcha.

Apesar da falta de estudos que comprovem é largamente aceito que HVJ é progressivo, pricipalmente durante os anos de crescimento.

Uma estratégia de tratamento durante o crescimento é a hemiepifisiodese do primeiro metatarso, cirugia minimamente invasiva que não altera a mobilidade articular. A idade ideal é entre os 09 aos 11 anos na menina.

fig 4. pós op imediato a hemiepifisiodese do primeiro meta.



fig 5. resultado final.



A correção através de partes moles e osteotomias para a correção do HVJ é reservada para casos após a parada de crescimento ou em casos de deformidade residual após a hemiepifisiodese.

fig 6 e 7. técnica de correção através de osteotomia distal do primeiro meta.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pé Plano - Tratamento.


Pés Planos flexíveis podem ser complexos para o tratamento ortopedico. Nas formas mais graves podem levar a uma ineficiência no padrão e desenvoltura da marcha. Uma das formas cirúrgicas para a correção desta deformidade é a Artrorize.

fig 2: grau de deformidade nos pés planos.


 A Artrorize é um método de bloqueio articular sem a própia destruição da articulação. Com isso, após a retirada do bloqueio mecânico há o possível retorno do movimento. Esse bloqueio pode ser feito de várias formas, a mais atual é através de um implante.

fig 3: bloqueio da subtalar ( articulação entre calcâneo e o tálus )


A maioría desses implantes são parcialmente ou totalmente rosqueados. Muitos são feitos de titânio, cobertos de polietileno ( similar ao plástico resistente )  de peso molecular elevado. São atualmente o método mais rápido e fácil de se realizar a correção.
fig 4: implante subtalar.

Grande vantagem da Artrorise é que este métode restringe a pronação excessiva sem levar uma grande restrição da supinação e de forma temporária e não permanente. Durante o final do crescimento as estruturas ósseas se desenvovem de forma mais normal assim como as estruturas ao redor mantém a correção. Outra vantagem é a reversibilidade do procedimento, se o paciente se queixa de algum incômodo podemos retirá-lo, principalmente após o final do crescimento.
fig 5: mínimo acesso para a implantação.

O efeito psicosocial também deve ser levado em consideração, a correção é imediata e instantânea. No pós operatório existe a necessidade de uma imobilização inicial para o repouso e adaptação das estruturas, tempo aproximado de 4 a 6 semanas.
fig 6: localização do implante.

Em algumas ocasiões procedimentos cirúrgicos como o Alongamento do tendão de Aquiles devem ser associados, pois é bastante comum a existência de um encurtamento tendinoso nos pacientes portadores de pés planos hiperpronados.

fonte:  
Assessing The Pros And Cons Of Subtalar Implant
 VOLUME: 19 PUBLICATION DATE: May 01 2006 Sidebars_in_article: Issue Number: 5
Author(s): By Donald Green, DPM, Mitzi Williams, DPM, and Chul Kim, PMS IV


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Mensagem de Agradecimento


Olá, Dr. Celso. Tudo bem?

Como vai?

Talvez não lembre de mim, porém, como meu nome é bem diferente, possa ser que sua memória dê algum estalo (rs). Bom, há 10 anos atrás você me operou quando eu sofria de uma doença chamada Legg Perthers! Na época, pela minha idade, não pude lhe agradecer e nem entendia o que realmente estava acontecendo.

Espero que você tenha acesso ainda a este facebook e possa ler meu agradecimento após tanto tempo

Hoje, tenho 21 anos e sou um dos jovens empreendedores mais reconhecidos do Brasil! Fui responsável pela idealização e desenvolvimento do primeiro sistema para busca de pessoas desaparecidas da América Latina, que é utilizado pelo Unicef e Governo Federal. Possuo uma empresa focada no seguimento de desenvolvimento de aplicativos B2C.

Acho que sem o seu ótimo trabalho e seu otimismo, eu teria grandes dificuldades físicas e psicológicas para vencer a barreira da pobreza e me tornar protagonista dos negócios digitais no Brasil.