terça-feira, 2 de setembro de 2008

LUXAÇÃO CONGÊNITA DO QUADRIL

Displasia do Desenvolvimento do Quadril



fig 1 : Luxação congênita quadril direito.



A cada 80 nascimentos, 1 recém nascido pode ter um quadril deslocável, que é identificado através do exame clínico. Destes a maioria se torna um quadril estável em poucas semanas, não havendo a necessidade de tratamento ortopédico. Caso, após 1 semana, ainda tenha instabilidade no quadril, o suspensório de Pavilik deve ser utilizado por até 6 semanas.

fig 2: Suspensório de Pavilik.



O exame clinico deve ser feito inicialmente pelo médico pediatra assistente do recém nascido, caso haja alguma dúvida deve encaminhar a criança a um atendimento ortopédico especializado. O exame se faz através da manobra de Ortolani, pediatra que descreveu esta manobra de redução do quadril deslocado.

fig 3: Manobra de Ortolani.



Entretanto, a cada 800 nascimentos existe um quadril realmente luxado, que deve ser diagnosticado de forma precoce para que o tratamento seja eficaz e se evite seqüelas a longo prazo. Mães jovens, primíparas, com história familiar, que tenham apresentação pélvica e que o primeiro filho seja do sexo feminino devem ser bem avaliadas. O diagnóstico positivo deve ser confirmado através de um exame de Ultra-Som. O exame radiológico simples nesses casos iniciais não é conclusivo e em muitas vezes ineficente.

fig 4: Exame de Ultra-Som de um quadril de recém nascido.



Nesses caso o tratamento inicial também é o suspensório de Pavilik. É um método relativamente seguro e eficaz quando bem acompanhado pelo médico assistente. Seu uso se faz 24 horas ao dia, devendo utilizá-lo por pelo menos 03 meses de forma contínua.
Algumas dicas: a banda central deve ser colocada na linha mamária, quadris flexionados acima de 90 graus, evitar a posição de rã com as pernas exageradamente abertas, trocar as fraldas sem tirar o suspensório e inicialmente acompanhar semanalmente com seu médico assistente.

fig 5: Suspensório em sua posição correta.