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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Estudo da consolidação óssea de fraturas e osteotomias em crianças com Osteogenesis Imperfecta em uso de Pamidronato.

Camila Bedeschi Rego de Mattos – R1 - INTO

INTRODUÇÃO:
O uso de Pamidronato causa uma diminuição da dor óssea crônica, aumenta a densidade óssea vertebral, a espessura da cortical, o volume do osso trabecular, devido ao maior número (e não espessura) de trabéculas1. Não há consenso atual sobre quanto tempo deve ser administrado, é temido um efeito que diminui a atividade de remodelação óssea durante o crescimento, o que pode acumular resíduos de placa fisária em osso trabecular. Cartilagem calcificada leva a uma maior densidade mineral e por isso contribui para a melhora dos resultados de densitometria, porém o osso pode ficar menos resistente a fraturas do que um osso normal. A menor taxa de remodelação também pode atrasar o restabelecimento do osso após lesões, tais quais as criadas pelas osteotomias. Isto pode levar o aumento da dor no local afetado e procedimentos cirúrgicos extras. Alguns trabalhos recentes sugerem que o pamidronato seja suspenso num período de 4 meses após o procedimento cirúrgico para melhorar a atividade de remodelamento no local da osteotomia1. Porém, esta ainda não é uma conduta tomada nos centros que acompanham crianças quem usam pamidronato no Brasil.

MÉTODO:
Foram analisadas radiografias de 26 crianças e adolescentes (10 meninos e 16 meninas) com Osteogenesis Imperfecta moderada a severa, que são acompanhadas no ambulatório de Ortopedia Pediátrica do INTO/MS do ano de 2003 a 2008. A distribuição dos tipos de OI são tipo I, N=2; tipo III, N=15; tipo IV, N=9.Todos os pacientes em questão faziam uso de pamidronato intravenoso.
Foram analisados 26 pacientes, com um total de 17 osteotomias de Sofield e 13 fraturas de membros.

fig 1:Retardo de consolidação pós fratura com deformidade.



As radiografias foram analisadas restropectivamente em setembro de 2008 pelo co-autor e autora. Foram consideradas consolidadas as fraturas que possuírem pelo menos 3 corticais em duas incidências radiográficas (ântero-posterior e perfil). Atraso na consolidação foi diagnosticado quando havia linha de fratura parcialmente visível 12 meses após o evento. As fraturas foram tratadas com imobilização, uso aparelho gessado ou tratamento cirúrgico.

RESULTADOS:
Das 13 fraturas, 11 (84,6%) consolidaram dentro do tempo considerado no estudo. Houve atraso na consolidação em 2 (15,3%) das fraturas. O retardo na consolidação ocorreu em um menino e uma menina com idades de 5 anos OI tipo III e 11 anos OI tipo IV, respectivamente.
Das 17 osteotomias analisadas, 13 (76,4%) consolidaram dentro do tempo considerado no estudo, enquanto 4 (23,5%) evoluíram com atraso na consolidação. O retardo da consolidação ocorreu em um menino de 9 anos OI tipo III e quatro meninas de 5, 8 e 13 anos OI tipo III, IV e III, respectivamente.

fig 2: Retardo de consolidação pós cirurgico.


A consolidação de fraturas e osteotomias pode ser influenciada pela duração e timing do tratamento com pamidronato, mobilidade do paciente e a supressão de turnover ósseo durante a terapia.

CONCLUSÃO:
O estudo realizado sugere que há maior porcentagem de atraso de consolidação em osteotomias em relação ao tempo de consolidação de fraturas em pacientes com osteogenesis imperfecta em uso de pamidronato, porém análises mais a fundo com um banco de dados maior poderão confirmar esses dados.