Consultórios e Horários

Consultórios e Horários


Consultório Copacabana
HAND CARE - 3 feira de 1500 as 1700
Rua Xavier da Silveira 45, cob 01
Telefone 25218644 - 996422446


Consultório Barra
Ortobarra - 5·Feira de 14:00 as 18:00
Av. das Americas 3333 Sala 910
Telefone 3325-0870 / 3328-7182 3151-3000 / 3153-1574




segunda-feira, 26 de junho de 2017

Infecção no Quadril na Mielomeningocele


Menor de 13 anos não deambuladora, portadora de Mielomeningocele,  desenvolveu quadro de Artropatia de Charcot em quadril esquerdo e infecção secundária local. Exposição óssea através de escara trocanterica,



Submetida a ressecção óssea do fêmur proximal e antibiótico terapia venosa por 6 semanas.




Dois anos de evolução, sem recidiva.



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Escorregamento Epifisário Proximal do Fêmur: Mesa ortopédica x Mesa radiotransparente


Resumo:



            Objetivo: O objetivo de nosso estudo foi o de avaliar as possíveis diferenças no tempo cirúrgico e na qualidade do posicionamento do parafuso canulado  durante a fixação “in situ” para o tratamento cirurgico dos pacientes portadores de epifisiólise proximal do fêmur, que tenham sido fixados ou sobre a mesa ortopédica convecional  ou  em mesa radiotransparente. Métodos: Foram avaliados um total de 60 procedimentos, realizados em 50 pacientes no serviço de Ortopedia Pediátrica do INTO/HTO Rj no período entre Janeiro de 1997 a Fevereiro de 2005, sendo 29 ( 58 % ) deles tratados sobre mesa ortopédica e 21( 42 % ) sobre mesa radiotransparente. Resultados:         O tempo total médio de sala operatória dos procedimentos realizados sobre a mesa ortopédica foi de 76,5 min ( 30 – 165 min) e sobre  a mesa radiotransparente foi de 49,5 min ( 20 – 155 min).  Conclusões:O tempo total de sala operatória nos procedimentos realizados sobre a mesa ortopédica mostrou-se superior quando comparado àqueles sobre a mesa radiotransparente, porém não se verificou diferença com relação à sua  eficácia no posicionamento do parafuso, em nenhum dos métodos utilizados.

O tratamento cirúrgico é o método de escolha para os pacientes com Escorregamento Epifisário Proximal do Fêmur. Além de assegurar a fusão fisária, o método é simples, permite a mobilização precoce e assim reduz o risco de uma condrólise futura.
            A fixação com parafuso único no tratamento do Escorregamento Epifisário Proximal do Fêmur é praticamente um consenso. Contudo, mediante a disseminação da técnica, as complicações começaram a surgir, dentre as mais comuns a Condrólise, a Necrose Avascular e o Sobredeslizamento pós fixação.
A falha na técnica cirúrgica acaba por resultar em um mal posicionamento do parafuso, podendo levar a um desarranjo da articulação. O posicionamento ideal do parafuso é no centro da epífise, perpendicular à placa fisária e a cerca de 5 mm do osso subcondral com, pelo menos, cinco roscas do parafuso ultrapassando a fise.
Em busca de assegurar o correto posicionamento do parafuso, a maioria dos autores prefere a mesa ortopédica por acreditar que oferece uma imagem biplanar do quadril. Entretanto, ainda que utilizando as imagens em AP, perfil e Lauenstein existe uma zona da cabeça femoral que não se consegue visualizar.
Apesar de pouco descrita na literatura, a técnica de epifisiodese femoral proximal sobre a mesa radiotransparente tem sido preferida por  muitos cirurgiões e mostrou ser mais rápida sem comprometer o posicionamento do parafuso.
 Também em nossos resultados o ato cirúrgico sobre a mesa radiotransparente mostrou-se mais rápido, tanto nos procedimentos realizados unilateralmente como, principalmente, naqueles  realizados bilateralmente. Nesses casos, o tempo de sala operatória dos procedimentos realizados sobre a mesa ortopédica chegou próximo ao dobro do tempo dos procedimentos realizados sobre a mesa radiotransparente. Essa diferença de tempo se reproduziu em todos os graus de escorregamento, porém nos escorregamentos moderados e graves se mostrou ainda maior. Além disso, a diferença de tempo verificada em nosso estudo foi maior quando comparada à obtida no trabalho de Blasier.
Blasier e cols. observaram que apesar do tempo de sala operatória dos pacientes operados sobre a mesa ortopédica se mostrar significativamente maior que o tempo daqueles operados sobre a mesa radiotransparente, não demonstraram ao final do estudo uma correlação entre o grau de escorregamento e o aumento do tempo total de sala operatória. Por outro lado, os pacientes com escorregamento moderado ou grave tiveram sim um tempo de sala operatória superior ao dos pacientes com escorregamento leve, quando operados sobre a mesa ortopédica.
Os pacientes operados em mesa ortopédica, em nosso hospital, foram fixados na posição 1 com maior freqüência em todos os graus de escorregamento, porém, curiosamente, também obtivemos um maior número de fixações de parafusos na posição 3, entretanto sem uma diferença estatistica significativa.
 Conclusão
            A  técnica de epifisiodese femoral proximal sobre mesa radiotransparente é realizada em menor tempo total de sala operatória em todos os graus de escorregamento e, principalmente, nos casos bilaterais tratados em um único procedimento cirúrgico. Entretanto, não conseguímos determinar os benefícios técnicos desse fato quanto a um melhor posicionamento do parafuso canulado na epífise proximal do fêmur.
Autores:

Celso Belfort Rizzi  Junior

Erico Madureira Slama

quarta-feira, 1 de março de 2017

Distrofia Muscular de Duchenne


Definição:

            Doença de herança genetica ligada ao cromossoma X ( 1 para 3500, quase só meninos ), onde existe uma destruição do miócito devido a iinstabilidade da membrana celular. Isso leva a progressiva fraqueza iniciada na infância com perda de função muscular e pulmonar que leva a morte natural pré matura na terceira década.



História Natural:

            Fraqueza notada na infancia com atraso inicio da marcha e dificuldades no equilibrio. Normalmente a marcha independente se inicia aos 2 anos. Fraqueza piora na primeira década de vida. Fraqueza de gluteos leva a marcha com lordose lombar acentuada. A maioria das crianças perdem a habilidade de caminhar na segunda década de vida. Perda de função em membros superiores também é notada nesse período. Função pulmonar diminui assim como, surge uma cardiomiopatia.



Etiologia:

DMD é causada por uma mutação no gem Xp21.2, o qual codifica a proteína da membrana celular muscular. A proteína distrofina é ausente ou se apresenta em baixos níveis. Esta proteina esta presente também no musculo cardíaco e no sistema nervoso central.

    

Clinica:


            Exame físico demonstra fraqueza progressiva dos músculos proximais do ombro e quadril. Sinal de Gower´s é positivo. Todos os caso evoluem, e perdem a habilidade para a marcha e sustentar o tronco e a cabeça.

            Todas as articulações devem ser avaliadas para averiguar a presença de contraturas articulares.

            Os exames laboratoriais demonstram um elevado nível do CPK, 100 vz o valor normal. DNA Leucocitário pode demonstrar  e identificar em 60 a 70% as deleções. A biópsia muscular pode ser necessária, caso o teste sanguíneo naõ seja conclusivo. A ENM normalmente é normal.         




Diagnostico Diferencial



Distrofia de Becker´s, Distrofia Miotonica,  Distrofia Fascio Escapulo Humeral e Atrofia Muscular Espinhal.



Tratamento:

Terapia Medicamentosa

            Existem evidencias que o uso de corticoterapia pode prolongar a fase de deambulação, prevenir e retardar o aparecimento da escoliose e até prolongar a expectativa de vida.

Tratamento Ortopédico

            A fisioterapia tem papel importante na manutenção de força muscular e prolongar o aparecimento de contraturas articulare.

            O uso de órteses podem ajudar a prolongar o tempo de marcha e retardar a progressão da escoliose.

            As contraturas por encurtamento muscular podem ser aboradadas cirurgicamente mas a taxa de recidiva é alta. As cirurgias para a correção de escoliose devem ser realizadas precocemente, quando atingem um angulo de 20 a 30 graus Cobb. A artrodese precoce é indicada para evitar um declinio rápido da função respiratória.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

Avaliação da progressão do deslizamento após fixação “in situ” para tratamento do escorregamento epifisário proximal do fêmur


O escorregamento epifisário proximal do fêmur (EEPF), ou epifisiólise do quadril, é uma afecção caracterizada pelo alargamento e enfraquecimento da camada hipertrófica da linha fisária proximal do fêmur que permitirá o escorregamento da metáfise proximal em relação à epífise femoral.

Objetivo:
Avaliar a eventual progressão do EEPF após a fixação in situ com um único parafuso canulado.

Material:
No período de janeiro de 1997 a agosto de 2001 foram tratadas 35 crianças com média de idade, por ocasião da cirurgia, de 12,7 anos, que apresentavam 42 deslizamentos estáveis e do tipo crônico. Entre os pacientes, 71% eram do sexo masculino e 69% apresentavam comprometimento do lado esquerdo. A média do ângulo de Southwick no pré-operatório foi igual a 41º. No grupo em que ocorreu a progressão do deslizamento, os ângulos foram de 39º, 36ºe 53º, respectivamente.

Resultado:
Os prontuários e exames radiográficos na incidência de Lowenstein dos quadris das 35 crianças foram revisados e utilizados como parâmetros nas radiografias realizadas pelos pacientes no período pós-operatório imediato (até 14 dias) e após o fechamento da linha fisária. Foram determinados o ângulo de Southwick, a posição do parafuso em relação ao centro da epífise e o número de roscas que ultrapassaram a linha fisária. Em 76% não ocorreu progressão e em 10 quadris (24%) foi evidenciada acentuação maior do que 10º, quando comparadas as radiografias realizadas após o fechamento da linha fisária com as do pós-operatório imediato. A média registrada do ângulo de Southwick foi igual a 42º no pós-operatório imediato e de 43º após o fechamento da linha fisária. A análise estatística descritiva da eventual progressão do deslizamento em relação à idade, sexo, classificação do grau da doença, lado acometido, posição em que foi colocado o parafuso e o número de roscas que ultrapassaram a linha fisária mostrou que, quanto menor for o número de roscas do parafuso que irão ultrapassála, maior será a probabilidade de ocorrer a progressão. Da mesma forma, a correlação de Pearson também mostrou que a única variável de ocorrência ou não da progressão foi o número de roscas do parafuso que ultrapassou a linha fisária, permitindo afirmar com dados estatísticos a existência dessa variável.

Conclusões: O número de roscas que ultrapassam a linha fisária tem importância em relação ao grau de deslizamento secundário pós-fixação dos descolamentos epifisários proximais do fêmur. O estudo sugere que pelo menos cinco roscas do parafuso, ultrapassando a linha fisária, são necessários para evitar deslizamentos secundários.

RODRIGO ARAUJO GÓES DOS SANTOS, RENATO HENRIQUES TAVARES,
CELSO BELFORT RIZZI JUNIOR, GERALDO ROCHA MOTTA FILHO
Rev Bras Ortop _ Vol. 40, No 9 – Setembro, 2005

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Osteotomia triplanar no tratamento do escorregamento epifisário proximal do fêmur


RESUMO

Objetivo

Avaliar clínica e radiograficamente os resultados da osteotomia triplanar intertrocantérica no tratamento dos pacientes com escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 25 quadris, de 23 pacientes submetidos à osteotomia triplanar intertrocantérica no período de 1987 a 2003, que apresentavam escorregamento epifisário proximal do fêmur crônico (EEPF). Dezesseis pacientes eram do sexo masculino e sete do feminino,com média de idade de 14 anos e um mês, que tiveram seguimento clínico e radiológico médio de nove anos e três meses. A cirurgia foi realizada em pacientes com escorregamento moderado ou grave segundo a escala de Southwick (média de 57o).

Resultados

A classificação clínica e radiológica de Southwick foi utilizada na avaliação dos resultados e obtiveram-se 84% de resultados excelentes e bons nos critérios clínicos dor e função e 72% de resultados excelentes e bons no critério radiológico, com avaliação final de 76% de resultados excelentes e bons. Dos quatro resultados ruins verificados, dois apresentaram condrólise e dois evoluíram com degeneração articular. Não foi observado qualquer caso de necrose avascular.

Conclusão

A osteotomia tridimensional intertrocantérica é boa opção de tratamento para os casos de EEPF com deslizamento maior de 30o, com resultados clínicos e radiográficos bons e excelentes em 76% dos pacientes.

autores - LEANDRO ALBUQUERQUE LEMGRUBER KROPF, CELSO BELFORT TIZZI JÚNIOR, BRUNO TAVARES RABELLO, FERNANDO PINA CABRAL, JORGE PENEDO, EMÍLIO FREITAS, MARCO BERNARDO CURY FERNANDES, EDUARDO REGADO RINALDI





sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Osteoma Osteóide - Tumor benigno

O osteoma osteoide é a terceira neoplasia óssea benigna mais comum, ocorrendo predominantemente em pacientes jovens do sexo masculino(1). Na maioria das vezes, os pacientes referem dor de característica inflamatória, que piora à noite e é aliviada com o uso de anti-inflamatórios não esteroides.




O osteoma osteoide é classicamente caracterizado na radiografia convencional ou na tomografia computadorizada por uma área lítica com limites bem definidos representando o nidus central vascularizado, circundado por esclerose e espessamento cortical(2–4). A tomografia computadorizada é um excelente método de imagem para a identificação do nidus central do tumor, podendo também ser utilizada para o tratamento, guiando a remoção percutânea do nidus, como demonstrado no artigo desenvolvido por Petrilli et al.(5), publicado neste número da Radiologia Brasileira.

Os autores avaliaram a ressecção percutânea do nidus guiada por tomografia computadorizada em 18 casos de osteoma osteoide e demonstraram que esta é uma alternativa segura e eficaz para a ressecção cirúrgica da lesão, reduzindo o tempo de internação hospitalar e a dor no pósoperatório.

Vale a pena ressaltar que em alguns casos o nidus do osteoma osteoide não é bem individualizado por métodos convencionais, como a radiografia e a tomografia computadorizada, dificultando o diagnóstico(6–8). Nestes casos, a ressonância magnética, que vem sendo discutida em recentes estudos na literatura nacional(9–12), pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico diferencial, especialmente as sequências em fase e fora de fase e o estudo perfusional da lesão.

Como a maioria dos tumores tende a substituir os componentes de gordura e de medula hematopoiética, o nidus do osteoma osteoide pode apresentar persistência da intensidade do sinal nas sequências fora de fase quando comparadas com as imagens em fase(13). Por outro lado, a redução da intensidade do sinal nas sequências fora de fase em comparação com as imagens em fase indicaria a presença de gordura e água na medula óssea, tornando menos provável a presença de uma neoplasia(13).

O estudo perfusional do tumor também tem auxiliado bastante na identificação do nidus do osteoma osteoide e no diagnóstico dotumor. A maioria dos osteomas osteoides apresenta realce intenso e precoce pelo gadolínio, com curva de captação tipo wash-out (tipo IV), resultado da hipervascularização do nidus(9,10).

Concluindo, alguns métodos de imagem podem ser utilizados na avaliação do osteoma osteoide. A tomografia computadorizada tem papel fundamental na identificação do nidus da lesão e na remoção percutânea do nidus, como demonstrado didaticamente por Petrilli et al.(5). Em alguns casos em que o nidus da lesão não é bem identificado, tornando o diagnóstico diferencial mais complicado, a ressonância magnética pode ser utilizada como ferramenta útil, especialmente o estudo perfusional e as sequências em fase e fora de fase.



REFERÊNCIAS
1. Greenspan A. Benign bone-forming lesions: osteoma, osteoid osteoma, and osteoblastoma. Clinical, imaging, pathologic, and differential considerations. Skeletal Radiol. 1993;22:485–500. 2. Woods ER, Martel W, Mandell SH, et al. Reactive soft-tissue mass associated with osteoid osteoma: correlation of MR imaging features with pathologic findings. Radiology. 1993;186:221–5. 3. Goldman AB, Schneider R, Pavlov H. Osteoid osteomas of the femoral neck: report of four cases evaluated with isotopic bone scanning, CT, and MR imaging. Radiology. 1993;186:227–32. 4. Assoun J, Richardi G, Railhac JJ, et al. Osteoid osteoma: MR imaging versus CT. Radiology. 1994;191:217–23. 5. Petrilli M, Senerchia AA, Petrilli AS, et al. Computed tomography-guided percutaneous trephine removal of the nidus in osteoide osteoma patients: experience of a single center in Brazil. Radiol Bras. 2015;48:211–5. 6. Biebuyck JC, Katz LD, McCauley T. Soft tissue edema in osteoid osteoma. Skeletal Radiol. 1993;22:37–41. 7. Ehara S, Rosenthal DI, Aoki J, et al. Peritumoral edema in osteoid osteoma on magnetic resonance imaging. Skeletal Radiol. 1999;28:265–70. 8. Costa FM, Canella C, Gasparetto E. Advanced magnetic resonance imaging techniques in the evaluation of musculoskeletal tumors. Radiol Clin North Am. 2011;49:1325–58. 9. Nakamura SA, Lorenzato MM, Engel EE, et al. Incidental enchondromas at knee magnetic resonance imaging: intraobserver and interobserver agreement and prevalence of imaging findings. Radiol Bras. 2013;46:129–33. 10. Souza CG, Gasparetto EL, Marchiori E, et al. Pyogenic and tuberculous discitis: magnetic resonance imaging findings for differential diagnosis. Radiol Bras. 2013;46:173–7. 11. Machado BB, Lima CMAO, Junqueira FP, et al. Magnetic resonance imaging in intersection syndrome of the forearm: iconographic essay. Radiol Bras. 2013;46: 117–21. 12. Terazaki CRT, Trippia CR, Trippia CH, et al. Synovial chondromatosis of the shoulder: imaging findings. Radiol Bras. 2014;47:38–42. 13. Zajick DC Jr, Morrison WB, Schweitzer ME, et al. Benign and malignant processes: normal values and differentiation with chemical shift MR imaging in vertebral marrow. Radiology. 2005;237:590–6.