
1- O que fazer quando o tratamento inicial conservador com gesso não dá certo - técnica de Ponseti ?
Caso o tratamento com trocas gessadas e a tenotomia de Aquiles não dê o resultado esperado, o que pode ocorrer em torno de 12% dos casos, duas alternativas podem ser indicadas. Primeiro pode ser tentado novamente o tratamento com trocas gessadas semanais e a associação de uma transferência do tendão do Tibial Anterior. A segunda opção é o tratamento cirúgico convencional através da liberação póstero-medial, onde várias estruturas do pé são alongadas.
2- Os resultados são semelhantes?
A correção imediata com o tratamento cirúgico é excelente, quando bem executada, entretanto os resultados iniciais obtidos podem se deteriorar com o passar dos anos e novos problemas podem surgir, e talvez novas cirurgias podem ser necessárias.
fig2 - acesso cirurgico empregado - vía de acesso de Cinccinati

3- O que essas mútiplas cirurgias podem causar?
Normalmente podem acarretar rigidez articular, deformidades ósseas e fraqueza muscular. Daí surgem as seqüelas definitivas. Um plano deve ser traçado para amenizar essas complicações. Temos como objtivo no tratamento cirúgico do Pé torto que ele seja: plantígrado, indolor, apresente uma boa mobilidade, não tenha calosidades e que não seja necessário o uso de órteses.
4- E o uso de órteses no tratamento do Pé Torto Congênito?
O uso de órteses ou sapatos especiais não corrigem essas deformidades ja estabelecidas. Podem e devem ser usadas com o objetivo de manutenção da correção após a cirurgia e assim tentar evitar uma recidiva futura. São utilizadas principalmente em crianças com problemas neuro-musculares associados.
fig 3 - não existe indicação para o uso deste tipo de calçado.
