Consultórios e Horários

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dor de Crescimento. Existe sim!



No consultório dos ortopedista pediátrico é comum chegarem crianças , com idade entre 3 e 6 anos, com queixa de dores nas pernas, especialmente à noite ou até mesmo na madrugada . O relato das mães é quase sempre o mesmo: durante o dia a criança brinca normalmente, corre, joga futebol, vai à escola. E à noite surge aquela dor inexplicável, que a criança não consegue nem mesmo dar a localização exata.

Na maior parte das vezes a dor ocorre na face anterior da perna, por isso é chamada pelos americanos de Shin Pain. Mas nem sempre, característica importante é que ã dor ocorre sempre em locais diferentes, um dia na perna direita, outro dia na esquerda, tornozelo, quadril....sem uma localização fixa. Isso é muito importante na decisão de se pesquisar ou não a origem da dor.

Outra característica importante é que essa dor não vem com sinais associados, como edema, vermelhidão e ou calor. Claudicação pode ocorrer mas sempre passageira como a dor noturna.


Não há uma explicação totalmente comprovada da causa dessa dor. Teorias são a fadiga muscular ou a grande atividade de impacto que provoca dor próxima as áreas de crescimento. O perfil da criança normalmente são de crianças uma pouco mais agitadas, mas não existe correlação com a hiperatividade.


O problema pode ter ainda um componente emocional. "A criança realmente sente dor. Não é manha. Mas os fatores psicológicos podem predispor a criança a sentir essa dor". É o caso da entrada ou mudança de escola, ou mesmo o nascimento de um novo irmãozinho.


Normalmente não se faz necessário estabelecer um tratamento para essas dores. "Massagens e compressas quentes são indicadas para aliviar essas dores, assim como a prática de exercícios regulares", lembrando que se a situação for constante e a dor muito intensa, um médico deve ser procurado para aprofundar a investigação e garantir o crescimento saudável da criança.




Surge mais à noite, nas pernas, na região das coxas e panturrilhas. É uma dor difusa, freqüente ou esporádica. As vezes a criança pode acordar com a dor. No outro dia ela está totalmente normal. Além da queixa não existem outros sinais, como febre, edema, perda do apetite, manchas na pele etc.







Alguns acreditam que trata-se de um desequilíbrio no ritmo de crescimento dos ossos, tendões e músculos. Um pode se desenvolver de forma mais acelerada que outro. Quando se igualam, a dor pára. Ou mesmo ser uma dor de fadiga muscular. A atividade mais intensa relaciona-se com a dor. Componentes emocionais podem fazer parte do quadro

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Genu Valgo do Adolescente - Hemiepifisiodese Femural Medial

Deformidade em valgo do joelho, bastante frequente no adolescente  é acompanhado de uma marcha anserína, dificuldade para correr, dor na face anterior do joelho e instabilidade patelo femural. .Nem sempre a avaliação clinica é simples, em muitos casos atuais a obesidade associada nesses pacientes dificulta o exame. O exame detalhado com os membros inferiores desnudos e o correto posicionamento do adolescente é fundamental.

O exame na maca também é importante, tentando determinar o ângulo Q e a Distancia Intermaleolar.

No exame radiológico panorâmico o eixo mecânico do membro inferior é sempre desviado lateralmente. É intuitivo que o grau de deformidade esteja relacionado a gravidade dos sintomas. Por isso vários autores recomendam a hemiepifisiodese distal do femur como forma de tratamento em casos onde a deformidade está acima do esperado para a idade.

Persistente deformidade em valgo é mais do que apenas um problema cosmético. No estudo da marcha em pacientes com genu valgo, a cinética do movimento do joelho, assim como do quadril, é completamente alterado. O mal alinhamento pode provocar lesões ligamentares e cartilaginosas ao longo dos anos.

Os benefícios da normalização do eixo mecânico e do redirecionamento das forças de reação ao solo são normalizadas após a correção da deformidade. Por isso o "time" correto para a realização da cirurgia é essencial. Ao invés de esperar arbritrariamente até o final do crescimento para ver se "um milagre" corrigi a deformidade. Por isso a hemiepifisiodese deve ser indicada durante a fase final de crescimento.