sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cubito Varo - Sequela da Fratura do Cotovelo na Criança

Entre as fraturas de maior ocorrência em crianças e adolescentes, a supracondilar é a segunda mais freqüente. Representa 50 a 60% de todas as fraturas do cotovelo nessa faixa etária. A deformidade em varo do cotovelo é a complicação mais comum dessa fratura, sua incidência variando na litera-tura entre 3 e 57% dos casos.


fig1: presença de cúbito varo leve.



Embora sejam descritas complicações como dor, epicondilite, diminuição da mobilidade, dificuldade na realização de exercícios físicos, paralisia do nervo ulnar e instabilidade posterior do ombro, a principal queixa dos pacientes e dos pais é a cosmética, comumente conhecida como “cotovelo em baioneta.

O objetivo da osteotomia valgizante corretiva do cotovelo é corrigir a deformidade em varo, buscando a simetria do ângulo de carregamento de ambos os cotovelos, sem ocasionar perda da função. A literatura mostra-se bastante controversa a respeito da necessidade de correção da deformidade em rotação medial juntamente com a correção da deformidade em varo; enquanto alguns autores acreditam que não é possível a obtenção de um bom resultado cosmético sem corrigir a rotação, outros acreditam que essa correção não altera o resultado  e que, além disso, dificulta o procedimento cirúrgico e diminui o contato ósseo entre os fragmentos, o que aumentaria o risco de falha da fixação e de retardo de consolidação.


fig2:controle pós osteotomia do umero.


A confecção da cunha e a redução dos fragmentos devem ser realizadas de forma cuidadosa, para evitar a correção insuficiente, fato que ocorre em 26,9% dos pacientes.A fixação da osteotomia deve ser estável, evitando-se a perda da redução.