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sexta-feira, 24 de maio de 2013
quarta-feira, 8 de maio de 2013
quinta-feira, 14 de março de 2013
Habilidade atlética em pacientes tratados com Pé Torto
Athletic Ability of School-Age Children After Satisfactory Treatment of Congenital Clubfoot
Kenmoku, Tomonori MD, PhD; Kamegaya, Makoto MD, Ph.D; Saisu, Takashi MD, PhD; Ochiai, Nobuyasu MD, PhD; Iwakura, Nahoko MD, PhD; Iwase, Dai MD; Takahashi, Kazuhisa MD, PhD; Takaso, Masashi MD, PhD
Abstract
Background: This is the first study to objectively assess the athletic ability of school-age congenital clubfoot patients.
Methods: Forty-six feet of 30 patients (18 boys, 12 girls) were evaluated in this study. Nine patients were treated conservatively, 8 patients underwent percutaneous tenotomy of the Achilles tendon, and 13 patients were treated with extensive soft-tissue release. The mean age at the investigation was 9.2±1.9 years, and the mean follow-up period was 8.3±2.9 years. Athletic ability was evaluated by calculating Z-scores for the patients’ scores in 5 physical fitness tests routinely performed nationwide at elementary schools: 50-meter run; standing long jump; repetition side steps; 20-meter shuttle run; and sit-ups. The Z-scores were calculated based on data published as the nationwide standards.
Results: Of the 148 scores recorded for the 5 tests for the 30 clubfoot patients, 143 scores (96.6%) were higher than the −2 SD value. The mean Z-scores were as follows: −0.32 for 50-meter run; −0.16 for standing long jump; −0.24 for 20-meter shuttle run; 0.22 for repetition side steps; and 0.06 for sit-ups. None of the events showed any significant differences among the three treatment groups.
Conclusions: Congenital clubfoot with satisfactory treatment did not significantly impair the athletic performance.
Journal of Pediatric Orthopaedics:
April/May 2013 - Volume 33 - Issue 3 - p 321–325
Conclusão: O tratamento correto do pé torto não impede um desempenho satisfatório em atividades físicas na criança portadora.
Background: This is the first study to objectively assess the athletic ability of school-age congenital clubfoot patients.
Methods: Forty-six feet of 30 patients (18 boys, 12 girls) were evaluated in this study. Nine patients were treated conservatively, 8 patients underwent percutaneous tenotomy of the Achilles tendon, and 13 patients were treated with extensive soft-tissue release. The mean age at the investigation was 9.2±1.9 years, and the mean follow-up period was 8.3±2.9 years. Athletic ability was evaluated by calculating Z-scores for the patients’ scores in 5 physical fitness tests routinely performed nationwide at elementary schools: 50-meter run; standing long jump; repetition side steps; 20-meter shuttle run; and sit-ups. The Z-scores were calculated based on data published as the nationwide standards.
Results: Of the 148 scores recorded for the 5 tests for the 30 clubfoot patients, 143 scores (96.6%) were higher than the −2 SD value. The mean Z-scores were as follows: −0.32 for 50-meter run; −0.16 for standing long jump; −0.24 for 20-meter shuttle run; 0.22 for repetition side steps; and 0.06 for sit-ups. None of the events showed any significant differences among the three treatment groups.
Conclusions: Congenital clubfoot with satisfactory treatment did not significantly impair the athletic performance.
Journal of Pediatric Orthopaedics:
April/May 2013 - Volume 33 - Issue 3 - p 321–325
Conclusão: O tratamento correto do pé torto não impede um desempenho satisfatório em atividades físicas na criança portadora.
Conclusão: O tratamento correto do pé torto não impede um desempenho satisfatório em atividades físicas na criança portadora.
terça-feira, 12 de março de 2013
Incidência da torção tibial interna em crianças de cinco a dez anos de idade. "Pés para dentro"
ANTÔNIO VITOR DE ABREU,
FERNANDO JOSÉ DE PAIVA COELHO
RBO , Vol 31 . nº3 - Março 1996
Dentre os motivos de consulta ao ortopedista estão os desvios torcionais dos membros inferiores (torção femoral e torção tibial), visto que estes interferem na marcha das crianças.
A torção tibial interna (TTI) tem sido apontada como a causa mais comum da marcha com os pés para dentro (intoeing) ou marcha de “periquito”(1,5) até os dois anos de idade, quando ocorreria a resolução espontânea dessa alteração.
Hutter & Scott (1949)(9) observaram que as crianças em idade pré-escolar tinham menos torção lateral que adultos e que 10% dos meninos e 8% das meninas entre 5 e 7,5 anos de idade mostravam torção tibial interna.
Kite (1954)(12) classificou as torções internas dos membros inferiores como congênitas ou adquiridas. A torção interna congênita da tíbia estaria relacionada com a posição fetal no útero, enquanto que a adquirida resultaria dos hábitos de sen-tar e de dormir.
Staheli & Engel (1972)(17) encontraram média de 5º de torção lateral no primeiro ano de vida, 10º aos cinco anos de idade e 14º em torno dos 11 anos.
Staheli (1989)(15) citou que a TTI grave é rara, porém, quando presente, é necessária correção cirúrgica (osteotomia rotacional da tíbia), cujas indicações seriam: a) crianças acima de oito anos de idade; b) incapacidade funcional e/ou deformidade cosmética; c) ângulo coxa-pé maior que 15º.
Staheli (1992)(14) referiu que 99% das crianças até oito anos de idade sofrem correção espontânea da TTI, existindo pequena fração que necessitará de tratamento devido à dificuldade que esta torção causaria na deambulação.
A pequena quantidade de trabalhos na literatura nacional a respeito do tema nos levou à realização desta pesquisa. Assim, o objetivo da presente publicação foi mostrar a incidência da TTI, através de exame clínico, sem se preocupar com a medida angular deste desvio torcional dos membros inferiores, em crianças de cinco a dez anos de idade, relacionando os achados com as variáveis sexo, idade e frouxidão ligamentar generalizada.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram examinadas clinicamente 300 crianças sadias, de ambos os sexos, de cinco a dez anos de idade, pertencentes a escolas públicas, particulares e creches do Estado do Rio de Janeiro.
Para melhor análise dos resultados, as crianças foram divididas em seis grupos com 50 componentes, sendo 25 do sexo masculino e 25 do feminino.
A torção tibial (interna ou externa) foi avaliada através do ângulo coxa-pé, segundo as descrições de Staheli & col. (1985)(16) e Amatuzzi (1992)(1). A criança foi mantida em decúbito ventral na mesa de exame, com os joelhos fletidos em 90º; através de observação de cima e perpendicular ao plano da mesa, obteve-se o ângulo através da inserção de duas linhas imaginárias: uma ao longo do eixo longitudinal da face posterior da coxa e outra ao longo do eixo longitudinal do pé (fig. 1).
Devido à dificuldade na mensuração desse ângulo, optouse apenas por indicar se a criança tinha ou não TTI; quando esta estivesse presente, se a criança referia ou não dificuldade na deambulação e/ou corrida.
A variável frouxidão ligamentar generalizada foi investigada através do teste clínico descrito por Carter & Wilkinson (1964)(6), modificado posteriormente por Beighton & Horan (1969)(3), segundo a capacidade da criança de realizar: a) hiperextensão passiva do 5º dedo da mão acima de 90º; b) aposição passiva do polegar à face anterior do antebraço; c) hiperextensão ativa dos cotovelos acima de 10º; d) hiperextensão ativa dos joelhos acima de 10º; e) flexão do tronco com aposição das mãos ao solo sem fletir os joelhos.
Segundo esses autores, as crianças capazes de realizar, no mínimo, três dessas manobras seriam consideradas como
RESULTADOS
Das 300 crianças avaliadas, 52 (17,3%) tinham torção tibial interna, havendo predomínio no sexo feminino (n = 37), com uma razão de 2,4:1 em relação ao sexo masculino (n = 15) (fig. 1).
O gráfico 1 mostra os percentuais das crianças com TTI, segundo a faixa etária. Este achado sofreu queda na sua incidência conforme a idade avançava para ambos os sexos, sendo que praticamente a totalidade dos casos foi encontrada até os oito anos de idade. Aos nove anos, apenas um caso (0,3%) foi encontrado e, aos dez anos, a incidência foi nula.
Nenhuma criança com este achado referiu dificuldades para marcha ou corrida.
A frouxidão ligamentar generalizada esteve presente em 36 (12%) crianças, predominando também no sexo feminino (n = 28), com uma razão de 3,5:1 em relação ao sexo masculino (n = 8) (fig. 2).
O gráfico 2 mostra que esta característica clínica também apresentou queda na sua incidência conforme a idade avançava para ambos os sexos. Aos nove anos de idade, apenas um caso (0,3%) do sexo feminino que também tinha TTI foi encontrado.
Das 36 crianças consideradas portadoras de frouxidão ligamentar generalizada, 27 (75%) tinham TTI associada (fig. 3).
DISCUSSÃO
A TTI pode ser avaliada pelo ângulo coxa-pé, pelo ângulo transmaleolar, radiografias e tomografia computadorizada(10,17). Preferiu-se o ângulo coxa-pé devido à sua praticidade.
A avaliação da torção tibial tem sido motivo para muitos estudos(2,8-12). A variedade dos resultados reflete as dificuldades na sua mensuração; por esse motivo, preferiu-se apenas indicar se a criança apresentava ou não este desvio torcional.
Apesar da facilidade de realização do ângulo coxa-pé, as linhas de interseção encontram-se em dois planos, com alturas diferentes, e a exatidão da determinação do ângulo é prejudicada e até de certa forma imprecisa. Além do mais, este método de avaliação merece atenção especial do examinador, visto que o metatarso varo, anormalidade congênita do pé, poderá estar presente, causando interpretações errôneas.
A TTI é encontrada mais comumente entre os seis e 18 meses de idade, havendo variação extremamente ampla do normal. Em condições normais, então, a tíbia roda lateral-mente durante o início dos dois anos de idade, atingindo um máximo de 15º entre 13 e 15 anos de idade(7,14).
Encontramos percentagem baixa (17,3%) na incidência deste desvio torcional, na faixa etária pesquisada, sugerindo que a maioria dos casos já sofreu correção antes dos cinco anos de idade. Porém, conforme citou Staheli(14), os casos que ainda persistem devem ser observados até os oito anos de idade, visto que após esta faixa etária praticamente a totalidade dos casos encontra-se corrigida. Nossos resultados estão de acordo com as descrições deste autor.
Em relação ao sexo, a TTI predominou no sexo feminino. Forlin & col.(7) encontraram predomínio da torção interna dos membros inferiores também neste sexo, porém não mencionaram se esta torção era tibial ou femoral.
Acreditamos que esta torção encontrada em ambos os sexos seja fisiológica e com pequenos graus, visto que houve queda na sua incidência, o que sugere correção espontânea, e também pelo fato de que nenhuma criança tenha referido dificuldade para a marcha ou para a corrida.
Encontramos 12% das crianças com frouxidão ligamentar generalizada, estando esta incidência alta em comparação com os 5% e 7% encontrados nos trabalhos de Carter & Wil-kinson(6) e Wynne-Davies(18), respectivamente, em crianças na idade escolar.
É fato conhecido ser a frouxidão ligamentar generalizada mais freqüente no sexo feminino, sendo citado por diversos autores(4,13,18). Foi encontrada incidência alta deste achado neste sexo: das 36 crianças consideradas positivas, 28 (77,8%) eram do sexo feminino. Nossos resultados também conferem com as citações da literatura mundial. Deve-se diferenciar esta condição clínica, que acreditamos ser fisiológica, daquelas que fazem parte de algumas patologias, como por exemplo as síndromes de Ehlers-Danlos. Segundo nossos resultados, a queda na incidência deste achado é dado importante na sua diferenciação.
Houve associação elevada entre frouxidão ligamentar generalizada e TTI, não sendo encontrado este dado na literatura pesquisada, merecendo estudos posteriores para sua confirmação. É possível que as crianças com frouxidão ligamentar generalizada adotem hábitos de sentar e/ou de dormir, capazes de interferir na correção mais precoce deste desvio torcional. Este resultado pode ser também uma explicação para a maior incidência no sexo feminino da TTI.
O tratamento da TTI é controvertido. Os resultados deste trabalho sugerem ser desnecessária a intervenção na sua correção. Em nossa opinião, o mais importante é que o médico assistente tenha um perfil evolutivo do seu paciente junto com um interrogatório sobre a presença de história familiar, hábitos posturais adotados pela criança e dificuldade para a marcha ou corrida, antes de adotar qualquer medida terapêutica.
CONCLUSÃO
1) A TTI foi mais freqüente no sexo feminino;
2) Sua incidência é baixa (17,3%) após os cinco anos de idade e continua a cair, principalmente até os nove anos de idade;
3) Houve associação importante entre frouxidão ligamentar generalizada e TTI.
REFERÊNCIAS
1. Amatuzzi, M.M.: Desvios torcionais dos membros inferiores. Rev Bras Ortop 27: 197-204, 1992.
2. Badelon, O., Bensahel, H., Folinais, D. & Lassale, B.: Tibio-fibular torsion from the fetal period until birth. J Pediatr Orthop 9: 169-173, 1989.
3. Beighton, P. & Horan, F.T.: Orthopaedic aspects of the Ehlers-Danlos syndrome. J Bone Joint Surg [Br] 51: 444-453, 1969.
4. Beighton, P., Solomon, L. & Soskolne, C.L.: Articular mobility in an African population. Ann Rheum Dis 32: 413-418, 1978.
5. Cafalli, F.A.S.: Pé plano postural. Pediatria Moderna: 26-41, 1969.
6. Carter, C. & Wilkinson, J.: Persistent joint laxity and congenital dislocation of the hip. J Bone Joint Surg [Br] 46: 40-45, 1964.
7. Forlin, E., Andújar, A.L.F. & Alessi, S.: Padrões de normalidade do exame físico dos membros inferiores em crianças na idade escolar. Rev Bras Ortop 29: 601-607, 1994.
8. Heinsinger, R.N.: Rotational problems of the lower extremity. Postgrad Med J 60: 161-167, 1976.
9. Hutter, C.G. & Scott, W.: Tibial torsion. J Bone Joint Surg [Am] 31: 511- 518, 1949.
10. Jakob, R.P, Haertel, M. & Stussi, E.: Tibial torsion calculated by computerised tomography and compared to other methods of measurement. J Bone Joint Surg [Br] 62: 238-242, 1980.
11. Khermosh, O., Lier, G. & Weismann, S.D.: Tibial torsion in children. Clin Orthop 79: 25-31, 1971.
12. Kite, J.H.: Torsion of the lower extremities in small children. J Bone Joint Surg [Am] 36: 411-520, 1954.
13. Sheon, R.P., Farber, S.I., Kirsner, A.B. & Finkel, R.I.: The hipermobility syndrome. Postgrad Med J 71: 199-209, 1982.
14. Staheli, L.T.: “Lower limb”, in Fundamentals of Pediatric Orthopedics, New York, Raven Press, 1992. Cap. 4, p. 4.1-4.24.
15. Staheli, L.T.: Torsion-treatment indications. Clin Orthop 247: 61-66, 1989.
16. Staheli, L.T., Corbett, M., Wyss, C. & King, H.: Lower-extremity rotational problems in children. J Bone Joint Surg [Am] 67: 39-47, 1985.
17. Staheli, L.T. & Engel, G.M.: Tibial torsion. A method of assessment and a survey of normal children. Clin Orthop 86: 183-186, 1972.
18. Wynne-Davies, R: Acetabular dysplasia and familial joint laxity: two etiological factors in congenital dislocation of the hip. J Bone Joint Surg [Br] 52: 704-716, 1970.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Alongamento Ósseo
1- Qual a indicação do Alongamento ósseo nos
membros inferiores?
Normalmente é indicado para pacientes que tenham uma diferença de comprimento de uma perna para a outra acima de 3,0 cm. Essa diferença pode ser causada por: problemas congênitos, traumáticos e ou infecciosos.
fig 1: Escanometria de fêmur curto congênito a esquerda.

2- Qual a idade ideal para ser realizado?
Não existe uma idade padrão para se iniciar, usualmente após os 8 anos. Entretanto o paciente é participante ativo no alongamento, assim como nos cuidados de higiene diários no aparelho alongador. Por isso é necessário alguma maturidade. Também não existe uma idade limite final.
fig 2: Panorâmica de um fêmur curto congênito.

3- Como é feito esse alongamento?
Em um primeiro momento é realizada a cirurgia para a colocação do fixador externo, que pode ser monolateral ou circular. No mesmo ato cirurgico é realizado um corte no osso, no local onde se iniciará o alongamento. Aguarda-se em trono de 10 dias para se iniciar o alongamento propiamente dito. Normalmente alonga-se em torno de 1 mm ao dia até atingir 0,5 cm acima do limite desejado.
fig 3 e 4: Pós operatório - durante alongamento ósseo.


4- Qual o tempo total de tratamento?
Existe uma regra aproximada que é a seguinte: para cada centímetro alongado será necessário o uso do aparelho por 35 a 40 dias. Como exemplo, para um alongamento de 5 cm será necessário um tempo aproximado de 200 dias.
fig 5: Radiografia durante o alongamento ósseo.

5- Posso fazer minhas atividades regularmente durante o tratamento?
A idéia é esta. Não existe a necessidade de paralizar as atividades escolares, apenas não realizar atividades fisicas regulares. Durante o tratamento existe a necessidade do uso de muletas, mas o paciente pode pisar com o membro operado. A fisioterapia normalmente é necessária durante todo o tratamento, com objetivo de se evitar uma rigidez articular.
fig 6: Marcha durante o alongamento ósseo.

6- Quais os ossos podem ser alongados?
Nos membros inferiores, tanto o fêmur quanto a tibia podem ser alongados. Nos membros superiores, o osso do umero pode ser alongado quando existem diferenças acima de 5 cm. A ulna, um dos ossos do antebraço, também pode ser alongado.
fig 7 e 8: Alongamento ósseo da ulna.


Normalmente é indicado para pacientes que tenham uma diferença de comprimento de uma perna para a outra acima de 3,0 cm. Essa diferença pode ser causada por: problemas congênitos, traumáticos e ou infecciosos.
fig 1: Escanometria de fêmur curto congênito a esquerda.
2- Qual a idade ideal para ser realizado?
Não existe uma idade padrão para se iniciar, usualmente após os 8 anos. Entretanto o paciente é participante ativo no alongamento, assim como nos cuidados de higiene diários no aparelho alongador. Por isso é necessário alguma maturidade. Também não existe uma idade limite final.
fig 2: Panorâmica de um fêmur curto congênito.
3- Como é feito esse alongamento?
Em um primeiro momento é realizada a cirurgia para a colocação do fixador externo, que pode ser monolateral ou circular. No mesmo ato cirurgico é realizado um corte no osso, no local onde se iniciará o alongamento. Aguarda-se em trono de 10 dias para se iniciar o alongamento propiamente dito. Normalmente alonga-se em torno de 1 mm ao dia até atingir 0,5 cm acima do limite desejado.
fig 3 e 4: Pós operatório - durante alongamento ósseo.
4- Qual o tempo total de tratamento?
Existe uma regra aproximada que é a seguinte: para cada centímetro alongado será necessário o uso do aparelho por 35 a 40 dias. Como exemplo, para um alongamento de 5 cm será necessário um tempo aproximado de 200 dias.
fig 5: Radiografia durante o alongamento ósseo.
5- Posso fazer minhas atividades regularmente durante o tratamento?
A idéia é esta. Não existe a necessidade de paralizar as atividades escolares, apenas não realizar atividades fisicas regulares. Durante o tratamento existe a necessidade do uso de muletas, mas o paciente pode pisar com o membro operado. A fisioterapia normalmente é necessária durante todo o tratamento, com objetivo de se evitar uma rigidez articular.
fig 6: Marcha durante o alongamento ósseo.
6- Quais os ossos podem ser alongados?
Nos membros inferiores, tanto o fêmur quanto a tibia podem ser alongados. Nos membros superiores, o osso do umero pode ser alongado quando existem diferenças acima de 5 cm. A ulna, um dos ossos do antebraço, também pode ser alongado.
fig 7 e 8: Alongamento ósseo da ulna.
Pamidronato / Osteogenese Imperfecta
Quando parar o uso do Pamidronato nas crianças e adolescentes com Osteogenese Imperfecta
Artigo comentado pelo Dr. Hamilton Cabral de
M. Filho, do Departamento de Metabolismo Ósseo Mineral da SBEM
“Long-bone changes after pamidronate discontinuation in children and adolescents with osteogenesis imperfecta”.
Autores: Frank Rauch, Sylvie Cornibert, Moira Cheung, Francis H. Glorieux.
Revista: Bone 40 (2007) 821-827
Os pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III ou IV) têm sido tratados com pamidronato de sódio (PS) de acordo com protocolo estabelecido pelo dr. Glorieux. Neste protocolo o PS é administrado por via endovenosa em ciclos de 3 dias a cada 2, 3 ou 4 meses e na dose de 0,5; 0,75 ou 1,0 mg/kg/dia nos pacientes menores que 2 anos, entre 2 e 3 anos ou com mais de 3 anos, respectivamente. O PS deve ser diluído em SF (10 mL de soro para cada 1 mg de PS), sendo infundido em 4 horas. O PS é um aminobisfosfonato capaz de reduzir a atividade osteoclástica e de aumentar a atividade osteoblástica, além de conferir aos cristais de hidróxiapatita resistência à sua mobilização. Estes efeitos resultam em redução da modelação e da remodelação óssea. As crianças tratadas com PS têm apresentado melhora clínica, com redução das dores ósseas, melhores condições para deambulação e incremento da densitometria óssea. No entanto, não se sabe ainda por quanto tempo o tratamento com PS deve ser mantido, bem como os efeitos adversos do tratamento prolongado, uma vez que os bisfosfonatos podem reduzir a remodelação óssea para valores subnormais, interferindo com um importante mecanismo fisiológico de manutenção da qualidade do tecido ósseo.
Este artigo teve como objetivo a avaliação dos efeitos da suspensão do tratamento com PS sobre o rádio e a coluna lombar em pacientes com osteogenesis imperfecta. Foram avaliadas 23 crianças com osteogenesis imperfecta tipos I, III ou IV em tratamento com PS por período mínimo de 3 anos e que foram acompanhadas por pelo menos 18 meses após a suspensão do medicamento. Foram avaliadas a metáfise distal e a diáfise do rádio através de tomografia computadorizada periférica quantitativa, no momento da suspensão do PS e 18 meses após. A densidade mineral óssea lombar foi avaliada através de DEXA, também nos dois momentos.
Os pacientes (12 meninas e 11 meninos, idade média de 13,4 anos) haviam recebido PS em média por 5,8 anos. A suspensão do PS levou à redução significativa do conteúdo mineral ósseo (BMC) lombar, da área de projeção lombar e da densidade mineral óssea (BMD) areal lombar, avaliados através de DEXA. A suspensão do PS levou também à redução significativa do BMC da metáfise e da diáfise do rádio, da BMD volumétrica metafísária trabecular e total do rádio e da espessura cortical da diáfise do rádio, avaliados por meio da tomografia computadorizada periférica quantitativa. Nos pacientes onde a placa de crescimento do rádio distal estava fechada não houve mudança no BMC da metáfise do rádio, ao contrário da evidente redução encontrada nos pacientes com placa de crescimento aberta.
Os autores observaram que a suspensão do PS levou ao rápido declínio da massa óssea e da densidade na metáfise do rádio, nos pacientes ainda em crescimento. As mudanças observadas na metáfise radial foram mais pronunciadas do que as encontradas na diáfise radial ou na coluna lombar. A explicação para estes resultados pode residir no fato de que 18 meses após a suspensão do PS a diáfise ainda contém tecido ósseo formado durante a exposição do organismo ao PS, enquanto que a metáfise contém tecido ósseo formado mais recentemente e portanto sem a influência do PS. Nos pacientes onde o crescimento do rádio já havia se completado, o mesmo tecido ósseo foi avaliado tanto no momento da suspensão do PS quanto 18 meses após, justificando a ausente modificação dos parâmetros avaliados. Estas observações sugerem que, nos pacientes em crescimento, a administração prévia de PS tem pouco efeito sobre o tecido ósseo formado após a última infusão da droga. Portanto, nos ossos longos o efeito da suspensão do tratamento com PS depende intensamente da velocidade de crescimento. O tecido ósseo formado durante a ausência do tratamento com PS é mais frágil do que aquele que sofreu os efeitos do medicamento e com isso pode ser criada na interface metáfise – diáfise zona com maior fragilidade óssea, com predisposição para fraturas nesta região. Os autores acreditam que pode ser útil a manutenção do tratamento com PS até a conclusão do crescimento com a intenção de se evitar a criação de longos segmentos de tecido ósseo “não tratado” nas extremidades dos ossos longos, e sugerem que novos estudos são necessários para que esta questão seja melhor avaliada.
Acredito que este artigo traz grande contribuição a respeito de até quando tratar crianças e adolescentes com osteogenesis imperfecta com PS. Com base neste artigo, e até que outros confirmem ou não estes resultados, parece mais prudente manter o tratamento com PS nos pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III e IV) até o estabelecimento da altura final. Segundo discussão realizada em junho de 2007 em Montreal durante a “4th International Conference on Children’s Bone Health” foi sugerido que após quatro anos de uso do PS de acordo com o protocolo estabelecido pelo Dr. Glorieux, o PS pode ser administrado a cada 6 meses na dose de 1mg/kg/dia (3mg/kg/ciclo), até o estabelecimento da altura final.
Posted by admin on maio 21st, 2008 :: Filed under Endocrinologia Pediátrica, Metabolismo Ósseo
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“Long-bone changes after pamidronate discontinuation in children and adolescents with osteogenesis imperfecta”.
Autores: Frank Rauch, Sylvie Cornibert, Moira Cheung, Francis H. Glorieux.
Revista: Bone 40 (2007) 821-827
Os pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III ou IV) têm sido tratados com pamidronato de sódio (PS) de acordo com protocolo estabelecido pelo dr. Glorieux. Neste protocolo o PS é administrado por via endovenosa em ciclos de 3 dias a cada 2, 3 ou 4 meses e na dose de 0,5; 0,75 ou 1,0 mg/kg/dia nos pacientes menores que 2 anos, entre 2 e 3 anos ou com mais de 3 anos, respectivamente. O PS deve ser diluído em SF (10 mL de soro para cada 1 mg de PS), sendo infundido em 4 horas. O PS é um aminobisfosfonato capaz de reduzir a atividade osteoclástica e de aumentar a atividade osteoblástica, além de conferir aos cristais de hidróxiapatita resistência à sua mobilização. Estes efeitos resultam em redução da modelação e da remodelação óssea. As crianças tratadas com PS têm apresentado melhora clínica, com redução das dores ósseas, melhores condições para deambulação e incremento da densitometria óssea. No entanto, não se sabe ainda por quanto tempo o tratamento com PS deve ser mantido, bem como os efeitos adversos do tratamento prolongado, uma vez que os bisfosfonatos podem reduzir a remodelação óssea para valores subnormais, interferindo com um importante mecanismo fisiológico de manutenção da qualidade do tecido ósseo.
Este artigo teve como objetivo a avaliação dos efeitos da suspensão do tratamento com PS sobre o rádio e a coluna lombar em pacientes com osteogenesis imperfecta. Foram avaliadas 23 crianças com osteogenesis imperfecta tipos I, III ou IV em tratamento com PS por período mínimo de 3 anos e que foram acompanhadas por pelo menos 18 meses após a suspensão do medicamento. Foram avaliadas a metáfise distal e a diáfise do rádio através de tomografia computadorizada periférica quantitativa, no momento da suspensão do PS e 18 meses após. A densidade mineral óssea lombar foi avaliada através de DEXA, também nos dois momentos.
Os pacientes (12 meninas e 11 meninos, idade média de 13,4 anos) haviam recebido PS em média por 5,8 anos. A suspensão do PS levou à redução significativa do conteúdo mineral ósseo (BMC) lombar, da área de projeção lombar e da densidade mineral óssea (BMD) areal lombar, avaliados através de DEXA. A suspensão do PS levou também à redução significativa do BMC da metáfise e da diáfise do rádio, da BMD volumétrica metafísária trabecular e total do rádio e da espessura cortical da diáfise do rádio, avaliados por meio da tomografia computadorizada periférica quantitativa. Nos pacientes onde a placa de crescimento do rádio distal estava fechada não houve mudança no BMC da metáfise do rádio, ao contrário da evidente redução encontrada nos pacientes com placa de crescimento aberta.
Os autores observaram que a suspensão do PS levou ao rápido declínio da massa óssea e da densidade na metáfise do rádio, nos pacientes ainda em crescimento. As mudanças observadas na metáfise radial foram mais pronunciadas do que as encontradas na diáfise radial ou na coluna lombar. A explicação para estes resultados pode residir no fato de que 18 meses após a suspensão do PS a diáfise ainda contém tecido ósseo formado durante a exposição do organismo ao PS, enquanto que a metáfise contém tecido ósseo formado mais recentemente e portanto sem a influência do PS. Nos pacientes onde o crescimento do rádio já havia se completado, o mesmo tecido ósseo foi avaliado tanto no momento da suspensão do PS quanto 18 meses após, justificando a ausente modificação dos parâmetros avaliados. Estas observações sugerem que, nos pacientes em crescimento, a administração prévia de PS tem pouco efeito sobre o tecido ósseo formado após a última infusão da droga. Portanto, nos ossos longos o efeito da suspensão do tratamento com PS depende intensamente da velocidade de crescimento. O tecido ósseo formado durante a ausência do tratamento com PS é mais frágil do que aquele que sofreu os efeitos do medicamento e com isso pode ser criada na interface metáfise – diáfise zona com maior fragilidade óssea, com predisposição para fraturas nesta região. Os autores acreditam que pode ser útil a manutenção do tratamento com PS até a conclusão do crescimento com a intenção de se evitar a criação de longos segmentos de tecido ósseo “não tratado” nas extremidades dos ossos longos, e sugerem que novos estudos são necessários para que esta questão seja melhor avaliada.
Acredito que este artigo traz grande contribuição a respeito de até quando tratar crianças e adolescentes com osteogenesis imperfecta com PS. Com base neste artigo, e até que outros confirmem ou não estes resultados, parece mais prudente manter o tratamento com PS nos pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III e IV) até o estabelecimento da altura final. Segundo discussão realizada em junho de 2007 em Montreal durante a “4th International Conference on Children’s Bone Health” foi sugerido que após quatro anos de uso do PS de acordo com o protocolo estabelecido pelo Dr. Glorieux, o PS pode ser administrado a cada 6 meses na dose de 1mg/kg/dia (3mg/kg/ciclo), até o estabelecimento da altura final.
Posted by admin on maio 21st, 2008 :: Filed under Endocrinologia Pediátrica, Metabolismo Ósseo
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sábado, 15 de dezembro de 2012
Dicas de Prevenção - Bicicleta, skate e patins
Ganhar a primeira bicicleta, tirar as rodinhas e pedalar por conta própria são momentos inesquecíveis para a criança. Mais que brinquedos, a bicicleta, o patins, o patinete e o skate representam liberdade e independência. Mas esta brincadeira exige cuidados! Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 99 crianças de até 14 anos morreram e 2.625 foram hospitalizadas vítimas de acidentes com bicicletas.
Como proteger a criança deste acidente
Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos é a lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir lesões na cabeça é usar o capacete. Esta única medida de segurança pode reduzir este risco, incluindo a possibilidade de traumatismo craniano, em até 85%.
Veja algumas dicas para proteger a criança enquanto ela brinca de bicicleta:
• Compre um capacete para a criança. Ele deve ter o selo do Inmetro como garantia de que passou por testes como brinquedo, pois não existem normas brasileiras de certificação de capacetes de bicicleta;
• O tamanho é essencial. O capacete deve ser confortável, nunca apertado. Também não pode ficar solto, balançando de um lado para o outro;
• Tenha certeza de que a criança está usando o capacete corretamente: centrado na parte de cima da cabeça e com as tiras ajustadas e afiveladas sob o queixo;
• Se a criança está relutante em usar o produto, deixe que ela escolha o próprio capacete com a cor e o estilo que achar melhor, e converse com ela sobre a segurança que o capacete promove. Dessa forma, ela não vai tirar o capacete quando o adulto não estiver por perto;
• Converse com outros responsáveis para que eles convençam suas crianças a usar o capacete também. Elas usam mais o capacete quando estão com outras que fazem o mesmo;
• Para andar de bicicleta, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos;
• A brincadeira com a bicicleta deve acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, fora do fluxo de carros e longe de piscinas e sacadas;
• Vigilância é essencial até que as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para o trânsito.
Ensine a criança:
O responsável deve ser exemplo para que a criança possa brincar com sua bicicleta em locais seguros. Portanto, os adultos de bicicleta devem seguir as regras de trânsito.
• Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a bicicleta é um veículo, não um brinquedo. Andar de bicicleta, especialmente no trânsito, exige importante responsabilidade. Para a criança porém, a bicicleta será sempre um brinquedo que exige muito cuidado, mesmo em locais seguros e afastados do trânsito;
• Andar à direita dos veículos no sentido do trânsito, não contra ele;
• Usar sinais de mão apropriados;
• Respeitar os sinais de trânsito e parar em todos os sinais vermelhos;
• Parar e olhar para a esquerda, direita e esquerda novamente antes de entrar em uma rua;
• Olhar para trás e esperar o fluxo de carros que vem antes de virar para a esquerda num cruzamento;
• Usar os refletores, o espelho e a buzina na bicicleta;
• Não andar quando estiver escuro. Se andar ao anoitecer ou de madrugada, é imprescindível usar material refletor na roupa, na bicicleta e nos demais equipamentos de segurança.
Saiba mais:
• Uma bicicleta apropriada e com manutenção em dia contribui para a prevenção de acidentes: os pneus devem estar firmes e devidamente cheios, os refletores devem estar seguros e bem presos, os freios funcionando perfeitamente e as marchas movendo-se com facilidade;
• Os pés da criança devem alcançar o chão enquanto ela estiver sentada no assento da bicicleta.
fonte: www.criancasegura.org.br
Como proteger a criança deste acidente
Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos é a lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir lesões na cabeça é usar o capacete. Esta única medida de segurança pode reduzir este risco, incluindo a possibilidade de traumatismo craniano, em até 85%.
• Compre um capacete para a criança. Ele deve ter o selo do Inmetro como garantia de que passou por testes como brinquedo, pois não existem normas brasileiras de certificação de capacetes de bicicleta;
O responsável deve ser exemplo para que a criança possa brincar com sua bicicleta em locais seguros. Portanto, os adultos de bicicleta devem seguir as regras de trânsito.
• Uma bicicleta apropriada e com manutenção em dia contribui para a prevenção de acidentes: os pneus devem estar firmes e devidamente cheios, os refletores devem estar seguros e bem presos, os freios funcionando perfeitamente e as marchas movendo-se com facilidade;
fonte: www.criancasegura.org.br
sábado, 3 de novembro de 2012
Influência da prática do balé nas rotações dos quadris Estudo realizado em crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 17 anos
RBO -
Vol 33 . nº1 - Janeiro
1998
|
EVANDRO JOS GUILA GIS, LUIZ
ANTNIO MUNHOZ DA CUNHA, RALF KLASSEN
Com o objetivo de determinar a
influência da prática do balé nas rotações internas e externas do quadril, foram
examinadas 190 bailarinas em diferentes faixas etárias e níveis de especialização e
comparadas com um grupo-controle de 208 meninas.
As bailarinas e o
grupo-controle foram avaliados pelo mesmo examinador, utilizando um gonimetro
especial.
Elas foram tambm agrupadas de acordo com a faixa etria em: grupo 1 (6
a 8 anos); grupo 2 (9 a 11 anos); grupo 3 (12 a 14 anos) e grupo 4 (15 a 17
anos). Foi realizada a análise estatstica pelo teste t de Student, comparando-se
as diferentes faixas etárias entre si e com o grupo-controle. Observou-se que o
tempo de prática do balé aumenta a rotação externa e diminui a rotação interna do
quadril, exceto quando comparadas as rotações externas dos grupos 2 e 3 (p >
0,05).
Na comparação com o grupo-controle observou-se que as bailarinas apresentam
rotações externas maiores e rotações internas menores, exceto na comparação com o
grupo 1, no qual as rotações externas são semelhantes (p > 0,05). A prática do
balé, com método, aumenta as rotações externas e diminui as rotações internas do
quadril. Os autores sugerem que essas alterações podem estar relacionadas as
adaptações das partes moles do quadril tais como: cápsula, ligamentos e musculatura
rotadora.
O tratamento das deformidades em rotação interna com órteses ou exercícios
físicos regulares não encontra na literatura embasamento que comprove sua
eficácia para reduzir os valores do ângulo de anteversão do colo femoral.
Mesmo assim, alguns profissionais indicam a prática da dança como “terapêutica” dessa deformidade, baseados simplesmente no fato de bailarinas andarem em rotação externa.
O objetivo deste estudo é demonstrar a influência da prática do balé clássico, em diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, nos movimentos de rotações dos quadris.
Portanto, nosso estudo demonstra que o balé clássico praticado por esse método pode levar a alterações progressivas dos movimentos rotacionais das articulações coxofemorais, ou seja, aumento da rotação externa e diminuição da rotação interna.
A comparação dos movimentos rotacionais dos quadris de bailarinas com o grupo-controle demonstra que essas rotações são significativamente diferentes. As bailarinas apresentam rotações internas menores e rotações externas maiores. Nos primeiros anos de balé não existe modificação significativa das rotações externas dos quadris.
Mesmo assim, alguns profissionais indicam a prática da dança como “terapêutica” dessa deformidade, baseados simplesmente no fato de bailarinas andarem em rotação externa.
O objetivo deste estudo é demonstrar a influência da prática do balé clássico, em diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, nos movimentos de rotações dos quadris.
Portanto, nosso estudo demonstra que o balé clássico praticado por esse método pode levar a alterações progressivas dos movimentos rotacionais das articulações coxofemorais, ou seja, aumento da rotação externa e diminuição da rotação interna.
A comparação dos movimentos rotacionais dos quadris de bailarinas com o grupo-controle demonstra que essas rotações são significativamente diferentes. As bailarinas apresentam rotações internas menores e rotações externas maiores. Nos primeiros anos de balé não existe modificação significativa das rotações externas dos quadris.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Dicas Básicas de Prevenção ao Atropelamento da Criança
Previna os atropelamentos!
1- Antes de atravessar a rua, olhe várias vezes para os
dois lados e faça com que o motorista veja você.
2- Ao desembarcar do ônibus, espere o veículo parar
totalmente e aguarde que ele se afaste para poder
atravessar a rua.
3- Ensine às crianças que elas não devem correr em
direção à rua, atrás de bolas e pipas.
4- Crianças só podem ser transportadas em
motocicletas a partir dos 7 anos de idade e com
capacete.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Pé Torto Congênito - Método de Ponseti
Qual a causa do Pé Torto Congênito?
Os pais se sentem inicialmente culpados pela
deformidade que a criança apresenta nos pés ao nascer. Entretanto, os médicos
acreditam que este problema não foi causado por nada que os pais tenham feito ou
deixado de fazer durante a gestação materna.A causa do Pé Torto não é exatamente bem esclarecida pelos médicos. Sabemos que o problema é mais comum em determinadas famílias. A incidência de crianças nascidas com pé torto é de 1 entre 1000 nascimentos. A chance de se ter um segundo filho com mesmo problema é de 1 em 30. Por isso não há necessidade dos pais se sentirem culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer.
Qual o futuro da criança que apresenta Pé Torto?
A criança que é tratada corretamente pelo método desenvolvido pelo Dr. Ponseti, conhecido professor norte-americano, apresenta ótimos resultados funcionais, próximos da normalidade. Entretanto alguns estigmas da doença vão persistir mesmo após o tratamento bem sucedido:
1 - O tamanho final do pé de uma criança com Pé Torto é sempre menor que um pé normal, assim como a panturrilha apresenta também um menor diâmetro. Entretanto, encurtamentos da perna não são significativos.
2 - Estudos a longo prazo, em pacientes tratados pelo método de Ponseti, demonstram que estas crianças não terão dificuldades para participar de atividades físicas regulares no futuro.
Como é realizado o método de Ponseti?
As crianças são submetidas a manipulações suaves e a colocação de aparelhos gessados longos, trocados semanalmente pelo médico assistente.
As correções são progressivas e graduais, havendo normalmente a necessidade do uso de 6 à 10 aparelhos gessados.
Os gessos são colocados no ambulatório e retirados em casa pela familia.
Após este período inicial, a criança é submetida a pequeno procedimento cirúrgico, com o objetivo de realizar a tenotomia do tendão de Aquiles. Este procedimento é realizado em Centro cirúrgico com a criança anestesiada.
O que acontece após a cirurgia?
Após 3 semanas o gesso é retirado no ambulatório e os pais são encaminhados para a confecção de uma órtese, que em nosso meio é conhecida como órtese de Dennis-Brown.
Atualmente como avanço, utilizamos mas comumente a órtese de Dobbs, que permite uma maior mobilidade da criança facilitando o uso por parte dos pais.
É extremamente importante que os pais participem ativamente, pois a retirada precoce da órtese pode levar a recidiva da deformidade e com isso a necessidade de procedimentos cirúrgicos mais extensos, que acabam levando a maiores sequelas a criança.
Por quanto tempo a órtese vai ser utilizada?
Nos primeiros três meses subsequentes da cirurgia a órtese deve ser utilizada 23 horas por dia. Após este período inicial, a órtese deve ser utilizado apenas no período noturno, até a criança completar 4 anos de idade.
É importante o uso da órtese de Dennis-Brown/Dobbs?
Estudos a longo prazo demonstram que a recidiva da deformidade está intimamente relacionada ao não uso correto da órtese.
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