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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Alongamento Ósseo


1- Qual a indicação do Alongamento ósseo nos membros inferiores?

Normalmente é indicado para pacientes que tenham uma diferença de comprimento de uma perna para a outra acima de 3,0 cm. Essa diferença pode ser causada por: problemas congênitos, traumáticos e ou infecciosos.

fig 1: Escanometria de fêmur curto congênito a esquerda.



2- Qual a idade ideal para ser realizado?

Não existe uma idade padrão para se iniciar, usualmente após os 8 anos. Entretanto o paciente é participante ativo no alongamento, assim como nos cuidados de higiene diários no aparelho alongador. Por isso é necessário alguma maturidade. Também não existe uma idade limite final.

fig 2: Panorâmica de um fêmur curto congênito.




3- Como é feito esse alongamento?

Em um primeiro momento é realizada a cirurgia para a colocação do fixador externo, que pode ser monolateral ou circular. No mesmo ato cirurgico é realizado um corte no osso, no local onde se iniciará o alongamento. Aguarda-se em trono de 10 dias para se iniciar o alongamento propiamente dito. Normalmente alonga-se em torno de 1 mm ao dia até atingir 0,5 cm acima do limite desejado.

fig 3 e 4: Pós operatório - durante alongamento ósseo.





4- Qual o tempo total de tratamento?

Existe uma regra aproximada que é a seguinte: para cada centímetro alongado será necessário o uso do aparelho por 35 a 40 dias. Como exemplo, para um alongamento de 5 cm será necessário um tempo aproximado de 200 dias.

fig 5: Radiografia durante o alongamento ósseo.



5- Posso fazer minhas atividades regularmente durante o tratamento?

A idéia é esta. Não existe a necessidade de paralizar as atividades escolares, apenas não realizar atividades fisicas regulares. Durante o tratamento existe a necessidade do uso de muletas, mas o paciente pode pisar com o membro operado. A fisioterapia normalmente é necessária durante todo o tratamento, com objetivo de se evitar uma rigidez articular.

fig 6: Marcha durante o alongamento ósseo.



6- Quais os ossos podem ser alongados?

Nos membros inferiores, tanto o fêmur quanto a tibia podem ser alongados. Nos membros superiores, o osso do umero pode ser alongado quando existem diferenças acima de 5 cm. A ulna, um dos ossos do antebraço, também pode ser alongado.

fig 7 e 8: Alongamento ósseo da ulna.


Pamidronato / Osteogenese Imperfecta

Quando parar o uso do Pamidronato nas crianças e adolescentes com Osteogenese Imperfecta



Artigo comentado pelo Dr. Hamilton Cabral de M. Filho, do Departamento de Metabolismo Ósseo Mineral da SBEM

“Long-bone changes after pamidronate discontinuation in children and adolescents with osteogenesis imperfecta”.
Autores: Frank Rauch, Sylvie Cornibert, Moira Cheung, Francis H. Glorieux.
Revista: Bone 40 (2007) 821-827

Os pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III ou IV) têm sido tratados com pamidronato de sódio (PS) de acordo com protocolo estabelecido pelo dr. Glorieux. Neste protocolo o PS é administrado por via endovenosa em ciclos de 3 dias a cada 2, 3 ou 4 meses e na dose de 0,5; 0,75 ou 1,0 mg/kg/dia nos pacientes menores que 2 anos, entre 2 e 3 anos ou com mais de 3 anos, respectivamente. O PS deve ser diluído em SF (10 mL de soro para cada 1 mg de PS), sendo infundido em 4 horas. O PS é um aminobisfosfonato capaz de reduzir a atividade osteoclástica e de aumentar a atividade osteoblástica, além de conferir aos cristais de hidróxiapatita resistência à sua mobilização. Estes efeitos resultam em redução da modelação e da remodelação óssea. As crianças tratadas com PS têm apresentado melhora clínica, com redução das dores ósseas, melhores condições para deambulação e incremento da densitometria óssea. No entanto, não se sabe ainda por quanto tempo o tratamento com PS deve ser mantido, bem como os efeitos adversos do tratamento prolongado, uma vez que os bisfosfonatos podem reduzir a remodelação óssea para valores subnormais, interferindo com um importante mecanismo fisiológico de manutenção da qualidade do tecido ósseo.

Este artigo teve como objetivo a avaliação dos efeitos da suspensão do tratamento com PS sobre o rádio e a coluna lombar em pacientes com osteogenesis imperfecta. Foram avaliadas 23 crianças com osteogenesis imperfecta tipos I, III ou IV em tratamento com PS por período mínimo de 3 anos e que foram acompanhadas por pelo menos 18 meses após a suspensão do medicamento. Foram avaliadas a metáfise distal e a diáfise do rádio através de tomografia computadorizada periférica quantitativa, no momento da suspensão do PS e 18 meses após. A densidade mineral óssea lombar foi avaliada através de DEXA, também nos dois momentos.

Os pacientes (12 meninas e 11 meninos, idade média de 13,4 anos) haviam recebido PS em média por 5,8 anos. A suspensão do PS levou à redução significativa do conteúdo mineral ósseo (BMC) lombar, da área de projeção lombar e da densidade mineral óssea (BMD) areal lombar, avaliados através de DEXA. A suspensão do PS levou também à redução significativa do BMC da metáfise e da diáfise do rádio, da BMD volumétrica metafísária trabecular e total do rádio e da espessura cortical da diáfise do rádio, avaliados por meio da tomografia computadorizada periférica quantitativa. Nos pacientes onde a placa de crescimento do rádio distal estava fechada não houve mudança no BMC da metáfise do rádio, ao contrário da evidente redução encontrada nos pacientes com placa de crescimento aberta.

Os autores observaram que a suspensão do PS levou ao rápido declínio da massa óssea e da densidade na metáfise do rádio, nos pacientes ainda em crescimento. As mudanças observadas na metáfise radial foram mais pronunciadas do que as encontradas na diáfise radial ou na coluna lombar. A explicação para estes resultados pode residir no fato de que 18 meses após a suspensão do PS a diáfise ainda contém tecido ósseo formado durante a exposição do organismo ao PS, enquanto que a metáfise contém tecido ósseo formado mais recentemente e portanto sem a influência do PS. Nos pacientes onde o crescimento do rádio já havia se completado, o mesmo tecido ósseo foi avaliado tanto no momento da suspensão do PS quanto 18 meses após, justificando a ausente modificação dos parâmetros avaliados. Estas observações sugerem que, nos pacientes em crescimento, a administração prévia de PS tem pouco efeito sobre o tecido ósseo formado após a última infusão da droga. Portanto, nos ossos longos o efeito da suspensão do tratamento com PS depende intensamente da velocidade de crescimento. O tecido ósseo formado durante a ausência do tratamento com PS é mais frágil do que aquele que sofreu os efeitos do medicamento e com isso pode ser criada na interface metáfise – diáfise zona com maior fragilidade óssea, com predisposição para fraturas nesta região. Os autores acreditam que pode ser útil a manutenção do tratamento com PS até a conclusão do crescimento com a intenção de se evitar a criação de longos segmentos de tecido ósseo “não tratado” nas extremidades dos ossos longos, e sugerem que novos estudos são necessários para que esta questão seja melhor avaliada.

Acredito que este artigo traz grande contribuição a respeito de até quando tratar crianças e adolescentes com osteogenesis imperfecta com PS. Com base neste artigo, e até que outros confirmem ou não estes resultados, parece mais prudente manter o tratamento com PS nos pacientes com osteogenesis imperfecta grave (tipos III e IV) até o estabelecimento da altura final. Segundo discussão realizada em junho de 2007 em Montreal durante a “4th International Conference on Children’s Bone Health” foi sugerido que após quatro anos de uso do PS de acordo com o protocolo estabelecido pelo Dr. Glorieux, o PS pode ser administrado a cada 6 meses na dose de 1mg/kg/dia (3mg/kg/ciclo), até o estabelecimento da altura final.
Posted by admin on maio 21st, 2008 :: Filed under Endocrinologia Pediátrica, Metabolismo Ósseo
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sábado, 15 de dezembro de 2012

Dicas de Prevenção - Bicicleta, skate e patins

Ganhar a primeira bicicleta, tirar as rodinhas e pedalar por conta própria são momentos inesquecíveis para a criança. Mais que brinquedos, a bicicleta, o patins, o patinete e o skate representam liberdade e independência. Mas esta brincadeira exige cuidados! Segundo o Ministério da Saúde, em 2010, 99 crianças de até 14 anos morreram e 2.625 foram hospitalizadas vítimas de acidentes com bicicletas.
Como proteger a criança deste acidente

Ao andar de bicicleta, skate ou patins, um dos maiores perigos é a lesão na cabeça, que pode levar à morte ou deixar sequelas permanentes. A maneira mais efetiva de reduzir lesões na cabeça é usar o capacete. Esta única medida de segurança pode reduzir este risco, incluindo a possibilidade de traumatismo craniano, em até 85%.
Veja algumas dicas para proteger a criança enquanto ela brinca de bicicleta:
• Compre um capacete para a criança. Ele deve ter o selo do Inmetro como garantia de que passou por testes como brinquedo, pois não existem normas brasileiras de certificação de capacetes de bicicleta;
• O tamanho é essencial. O capacete deve ser confortável, nunca apertado. Também não pode ficar solto, balançando de um lado para o outro;
• Tenha certeza de que a criança está usando o capacete corretamente: centrado na parte de cima da cabeça e com as tiras ajustadas e afiveladas sob o queixo;
• Se a criança está relutante em usar o produto, deixe que ela escolha o próprio capacete com a cor e o estilo que achar melhor, e converse com ela sobre a segurança que o capacete promove. Dessa forma, ela não vai tirar o capacete quando o adulto não estiver por perto;
• Converse com outros responsáveis para que eles convençam suas crianças a usar o capacete também. Elas usam mais o capacete quando estão com outras que fazem o mesmo;
• Para andar de bicicleta, as crianças devem sempre usar sapatos fechados e evitar cadarços folgados ou soltos;
• A brincadeira com a bicicleta deve acontecer em locais seguros, como parques, ciclovias e praças, fora do fluxo de carros e longe de piscinas e sacadas;
• Vigilância é essencial até que as crianças desenvolvam as habilidades necessárias para o trânsito.
Ensine a criança:

O responsável deve ser exemplo para que a criança possa brincar com sua bicicleta em locais seguros. Portanto, os adultos de bicicleta devem seguir as regras de trânsito.
• Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a bicicleta é um veículo, não um brinquedo. Andar de bicicleta, especialmente no trânsito, exige importante responsabilidade. Para a criança porém, a bicicleta será sempre um brinquedo que exige muito cuidado, mesmo em locais seguros e afastados do trânsito;
• Andar à direita dos veículos no sentido do trânsito, não contra ele;
• Usar sinais de mão apropriados;
• Respeitar os sinais de trânsito e parar em todos os sinais vermelhos;
• Parar e olhar para a esquerda, direita e esquerda novamente antes de entrar em uma rua;
• Olhar para trás e esperar o fluxo de carros que vem antes de virar para a esquerda num cruzamento;
• Usar os refletores, o espelho e a buzina na bicicleta;
• Não andar quando estiver escuro. Se andar ao anoitecer ou de madrugada, é imprescindível usar material refletor na roupa, na bicicleta e nos demais equipamentos de segurança.
Saiba mais:

• Uma bicicleta apropriada e com manutenção em dia contribui para a prevenção de acidentes: os pneus devem estar firmes e devidamente cheios, os refletores devem estar seguros e bem presos, os freios funcionando perfeitamente e as marchas movendo-se com facilidade;
• Os pés da criança devem alcançar o chão enquanto ela estiver sentada no assento da bicicleta.

fonte: www.criancasegura.org.br

sábado, 3 de novembro de 2012

Influência da prática do balé nas rotações dos quadris Estudo realizado em crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 17 anos

RBO -
Vol 33 . nº1 - Janeiro 1998
 
EVANDRO JOS GUILA GIS, LUIZ ANTNIO MUNHOZ DA CUNHA, RALF KLASSEN
 
Com o objetivo de determinar a influência da prática do balé nas rotações internas e externas do quadril, foram examinadas 190 bailarinas em diferentes faixas etárias e níveis de especialização e comparadas com um grupo-controle de 208 meninas.
As bailarinas e o grupo-controle foram avaliados pelo mesmo examinador, utilizando um gonimetro especial.
 
Elas foram tambm agrupadas de acordo com a faixa etria em: grupo 1 (6 a 8 anos); grupo 2 (9 a 11 anos); grupo 3 (12 a 14 anos) e grupo 4 (15 a 17 anos). Foi realizada a análise estatstica pelo teste t de Student, comparando-se as diferentes faixas etárias entre si e com o grupo-controle. Observou-se que o tempo de prática do balé aumenta a rotação externa e diminui a rotação interna do quadril, exceto quando comparadas as rotações externas dos grupos 2 e 3 (p > 0,05).
 
Na comparação com o grupo-controle observou-se que as bailarinas apresentam rotações externas maiores e rotações internas menores, exceto na comparação com o grupo 1, no qual as rotações externas são semelhantes (p > 0,05). A prática do balé, com método, aumenta as rotações externas e diminui as rotações internas do quadril. Os autores sugerem que essas alterações podem estar relacionadas as adaptações das partes moles do quadril tais como: cápsula, ligamentos e musculatura rotadora.
 
O tratamento das deformidades em rotação interna com órteses ou exercícios físicos regulares não encontra na literatura embasamento que comprove sua eficácia para reduzir os valores do ângulo de anteversão do colo femoral.
Mesmo assim, alguns profissionais indicam a prática da dança como “terapêutica” dessa deformidade, baseados simplesmente no fato de bailarinas andarem em rotação externa.

O objetivo deste estudo é demonstrar a influência da prática do balé clássico, em diferentes faixas etárias e níveis de aprendizado, nos movimentos de rotações dos quadris.

Portanto, nosso estudo demonstra que o balé clássico praticado por esse método pode levar a alterações progressivas dos movimentos rotacionais das articulações coxofemorais, ou seja, aumento da rotação externa e diminuição da rotação interna.

 A comparação dos movimentos rotacionais dos quadris de bailarinas com o grupo-controle demonstra que essas rotações são significativamente diferentes. As bailarinas apresentam rotações internas menores e rotações externas maiores. Nos primeiros anos de balé não existe modificação significativa das rotações externas dos quadris.
 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dicas Básicas de Prevenção ao Atropelamento da Criança



Previna os atropelamentos!
1- Antes de atravessar a rua, olhe várias vezes para os dois lados e faça com que o motorista veja você.


2- Ao desembarcar do ônibus, espere o veículo parar
totalmente e aguarde que ele se afaste para poder
atravessar a rua.

 
3- Ensine às crianças que elas não devem correr em
direção à rua, atrás de bolas e pipas.

4- Crianças só podem ser transportadas em
motocicletas a partir dos 7 anos de idade e com
capacete.







 





 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Pé Torto Congênito - Método de Ponseti


Qual a causa do Pé Torto Congênito?

Os pais se sentem inicialmente culpados pela deformidade que a criança apresenta nos pés ao nascer. Entretanto, os médicos acreditam que este problema não foi causado por nada que os pais tenham feito ou deixado de fazer durante a gestação materna.

A causa do Pé Torto não é exatamente bem esclarecida pelos médicos. Sabemos que o problema é mais comum em determinadas famílias. A incidência de crianças nascidas com pé torto é de 1 entre 1000 nascimentos. A chance de se ter um segundo filho com mesmo problema é de 1 em 30. Por isso não há necessidade dos pais se sentirem culpados pelo problema que a criança apresenta ao nascer.

Qual o futuro da criança que apresenta Pé Torto?



A criança que é tratada corretamente pelo método desenvolvido pelo Dr. Ponseti, conhecido professor norte-americano, apresenta ótimos resultados funcionais, próximos da normalidade. Entretanto alguns estigmas da doença vão persistir mesmo após o tratamento bem sucedido:

1 - O tamanho final do pé de uma criança com Pé Torto é sempre menor que um pé normal, assim como a panturrilha apresenta também um menor diâmetro. Entretanto, encurtamentos da perna não são significativos.

2 - Estudos a longo prazo, em pacientes tratados pelo método de Ponseti, demonstram que estas crianças não terão dificuldades para participar de atividades físicas regulares no futuro.


Como é realizado o método de Ponseti?



As crianças são submetidas a manipulações suaves e a colocação de aparelhos gessados longos, trocados semanalmente pelo médico assistente.
As correções são progressivas e graduais, havendo normalmente a necessidade do uso de 6 à 10 aparelhos gessados.
Os gessos são colocados no ambulatório e retirados em casa pela familia.
Após este período inicial, a criança é submetida a pequeno procedimento cirúrgico, com o objetivo de realizar a tenotomia do tendão de Aquiles. Este procedimento é realizado em Centro cirúrgico com a criança anestesiada.





O que acontece após a cirurgia?

Após 3 semanas o gesso é retirado no ambulatório e os pais são encaminhados para a confecção de uma órtese, que em nosso meio é conhecida como órtese de Dennis-Brown.
Atualmente como avanço, utilizamos mas comumente a órtese de Dobbs, que permite uma maior mobilidade da criança facilitando o uso por parte dos pais.
É extremamente importante que os pais participem ativamente, pois a retirada precoce da órtese pode levar a recidiva da deformidade e com isso a necessidade de procedimentos cirúrgicos mais extensos, que acabam levando a maiores sequelas a criança.




Por quanto tempo a órtese vai ser utilizada?

Nos primeiros três meses subsequentes da cirurgia a órtese deve ser utilizada 23 horas por dia. Após este período inicial, a órtese deve ser utilizado apenas no período noturno, até a criança completar 4 anos de idade.

É importante o uso da órtese de Dennis-Brown/Dobbs?

Estudos a longo prazo demonstram que a recidiva da deformidade está intimamente relacionada ao não uso correto da órtese.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Metatarso Varo na Criança.

O que é isso?

Metatarso aduto (MTA) ou varo é uma condição que é comumente visto em recém-nascidos e lactentes jovens, onde o antepé está torcido para dentro em relação ao retropé (ou calcanhar). Varo metatarso aduto e Metatarsos são termos usados ​​como sinônimos, e alguns médicos chamam os adductovarus metatarso condição.. Alguns puristas argumentam que existem diferenças sutis, mas a maioria dos médicos a partir de um ponto de vista prático não pode e não encontrar uma necessidade de distingui-los clinicamente.

fig 1 - metatarso varo na imagem abaixo


Na MTA, o antepé está voltado para dentro, enquanto o retropé (ou calcanhar) é normal.  Se o retropé está envolvido, torna-se um problema mais sério. Se o aduto antepé ou varo está associado com valgo retropé, é chamado um skewfoot. Se o aduto antepé está associado com retropé varo e tornozelo  eqüino, onde o pé apontando para baixo, o problema é um torto.

O que causa a MTA?

 MTA é muito comum no recém-nascido, e é geralmente devido aos pés de ser "embalado" no útero nessa posição.  A adução do antepé, nesta fase, é muito flexível, e com liberdade de movimento, esta condição postural do MTA geralmente melhora ao longo dos próximos 6 a 12 semanas.

  Em cerca de 15% dos casos, a posição aduzido do antepé não melhorar. Na verdade, a deformidade torna-se menos flexível.Um vinco começa a aparecer na borda medial do pé e uma "colisão" ósseo na borda lateral do pé, à direita no cruzamento do antepé e retropé. Este é o MTA clássico que pode requerer tratamento. Em alguns casos, em vez de corrigir, persiste ou piorar, formando a deformidade típica do metatarso aduto.

 O que o seu médico fazer sobre isso?

  MTA que é diagnosticada no nascimento não requer tratamento.  É geralmente postural, e com o crescimento, o MTA resolve-se espontaneamente ao longo de um período de 6 a 12 semanas. Se o antepé aduto é grave, o médico pode prescrever exercícios de alongamento que ele vai te ensinar a fazer em casa sobre o bebê. Os raios X são geralmente não é necessário, a menos que o médico suspeitar de alguma outra coisa.

 Após cerca de 3 a 4 meses de observação e exercícios de alongamento, se o aduto antepé não melhorar, o tratamento pode ser necessário.As opções de tratamento são os seguintes:
  1.  Sapatos corretivos
  2.  Troca de gessos seriados
  3.  Órtese corretiva
Sapatos Corretivos (sapatos outflare) são apropriadas para os casos muito leves e flexíveis apenas. Eles não são usados ​​frequentemente neste momento porque, se o antepé aduto é muito leve e muito flexível, por que tratá-lo?
Gessos em série são reservados para os casos mais graves e rígidos, e consiste de peças moldadas a cada uma ou duas semanas até à correção é obtido (que é geralmente de 3 a 4 conjuntos de moldes), seguido por sapatos de correcção para segurar a correcção para a cerca de 3 meses.
Mais recentemente as órteses corretivas se tornaram muito populares, pois ela aborda os problemas associados com os gessos. O ortese de Wheaton é uma cinta pronta termoplástico que permite uma correção da maioria dos casos de MTA (excepto para o mais grave). O médico ensina o pai na utilização da cinta, que pode ser removido duas vezes por dia, se necessário. É bem conveniente, menos trabalhoso do que gessos e muito eficaz.  A correcção é geralmente obtida em 4 a 6 semanas, após o que a cinta é usado durante a noite apenas para cerca de 3 meses para segurar a correcção.


fig 2 -  ortese de Wheaton



O que pode ser esperado com o tratamento?

 Como indicado acima, sem tratamento, 85% de MTA resolver-se espontaneamente. Subsiste 15%, que necessita de tratamento. O seu médico decidirá com você em termos de tempo e modo de correção, seja por gessos seriados ou órtese corretiva. Uma vez que a correção tenha sido obtida, a recorrência é improvável.

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Anestesia.

Falo e descrevo muito sobre as correções ortopédicas na criança através de procedimentos cirúrgicos. Mas nunca comentei como é feito o procedimento anestésico para essa cirurgia e suas implicações.

O que é a anestesia geral?


A anestesia geral consiste numa combinação de medicamentos que ajudam a criança a entrar num sono profundo, o que significa que ela não irá sentir dores nem lembrar-se da operação. Recorre-se à anestesia geral quando é necessário efectuar uma operação, exame ou tratamento à criança.

A presente informação ajudará os pais e a criança a prepararem-se para a anestesia geral. É favor lê-la com atenção e explicá-la à criança, utilizando palavras que ela consiga entender. Sabendo de antemão o que a aguarda, ajudará a criança a sentir-se menos nervosa. Poderá também contactar a Clínica de Pré-Anestesia, que também ajudará os pais e a criança a prepararem-se.

O que a criança poderá ingerir antes da anestesia geral


O estômago da criança deverá estar vazio antes da anestesia geral. Mesmo que a quantidade de alimentos ou líquidos no estômago seja mínima, a criança poderá vomitar enquanto estiver anestesiada e lesionar os pulmões. Com o estômago vazio, as possibilidades de a criança vomitar são menores.

Para se certificar de que o estômago da criança está vazio, siga as instruções seguintes. Se não as seguir, a operação, o exame ou o tratamento a efectuar à criança ficarão sujeitos a um atraso ou terão de ser cancelados.

  • Na meia-noite antes da anestesia, a criança deverá parar de comer alimentos sólidos, pastilha elástica, rebuçados, leite, sumo de laranja e gelatinas. A criança poderá beber líquidos transparentes até três horas antes da anestesia. Líquidos transparentes são os que permitem ver claramente como se fosse através de uma janela. Tais líquidos poderão ser água, ginger ale e sumo de maçã transparente.
  • Quatro horas antes da anestesia, a criança deverá parar de beber líquidos transparentes, não devendo ingerir nada pela boca até ter acordado da anestesia.
  • Se a criança precisar de tomar medicamentos receitados, fale com o médico antes de lhe dar os medicamentos.

Hora a que a criança irá receber a anestesia geral: ________________________

Hora a que a criança deverá parar de beber líquidos transparentes: ___________________

Bebés


Se o bebé for amamentado, deixe de o amamentar quatro horas antes da anestesia, ou seja, às: ___________

Se o bebé estiver a ser alimentado com leite formulado, deixe de o alimentar seis horas antes da anestesia, ou seja, às: _____________

Resumo: Ingestão de alimentos e bebidas antes da anestesia geral


Hora

O que a criança poderá comer e beber

Na meia-noite antes da anestesia Deixe de dar à criança alimentos sólidos, pastilha elástica, rebuçados, leite, sumo de laranja ou gelatina. A criança não deve comer nada até ter acordado da anestesia.
A criança não deve comer nada até ter acordado da anestesia. A criança pode beber líquidos transparentes, incluindo água, ginger ale e sumo de maçã transparente.
6 horas antes da anestesia Deixe de dar leite formulado à criança.
4 horas antes da anestesia Deixe de amamentar a criança.
4 horas antes da anestesia Deixe de dar líquidos transparentes à criança, não devendo beber nada até ter acordado da anestesia.
Se a criança estiver a tomar medicamentos receitados, pergunte ao médico da criança quando e como deverá dar-lhe a medicação.

Avaliação da criança antes da anestesia geral


Antes da anestesia geral, os pais serão contactados por uma enfermeira que procurará saber qual o estado de saúde da criança. Os pais poderão ser solicitados a levar a criança à Clínica de Avaliação Pré-Anestesia onde, tanto a criança como os pais, conversarão com uma enfermeira ou um anestesista acerca da anestesia geral. A fim de reduzir qualquer risco, o anestesista precisa de saber se existem alguns problemas ou estados patológicos. Os pais e a criança também conversarão com uma enfermeira da clínica acerca dos cuidados hospitalares que ela irá precisar antes e depois da operação.

É favor trazer uma lista dos medicamentos que a criança toma.

Poderá ser necessário efectuar exames à criança antes da anestesia geral


O anestesista ou o médico da criança poderá decidir que a criança precisa de efectuar algumas análises laboratoriais antes da anestesia geral, o que dependerá dos antecedentes médicos e também do motivo por que a criança irá receber anestesia geral.

Se a criança adoecer antes da operação, exame ou tratamento


A criança precisará de estar o mais saudável possível antes da anestesia geral.

Contacte imediatamente o médico da criança ou o hospital se a criança adoecer em qualquer momento da semana que antecede a operação, o exame ou o tratamento com algum dos seguintes problemas:

  • pieira
  • tosse
  • febre
  • secreção nasal
  • vómitos
  • mal-estar geral

Modo de aplicação da anestesia geral


A criança recebe a anestesia geral através de uma máscara facial ou por meio de um tubo introduzido numa veia (via intravenosa).

Se a criança estiver muito nervosa, é possível que lhe seja administrado algum medicamento antes da anestesia geral. Isto permitirá que ela se acalme de modo a estar menos ansiosa em relação à anestesia geral.

Quem aplica a anestesia geral


O médico que irá aplicar a anestesia geral à criança chama-se anestesista. Este é um médico que assiste na cirurgia e noutros procedimentos dolorosos, ou que causam ansiedade, administrando sedativos, analgésicos e anestésicos para que a criança possa dormir e esteja inconsciente durante a intervenção.

O anestesista irá cuidar da criança e ajudá-la a enfrentar os efeitos da anestesia geral. Durante a operação, exame ou tratamento, o anestesista verificará a respiração, o batimento do coração, a temperatura e a pressão arterial da criança. Após o procedimento, o anestesista irá certificar-se de que a criança se encontra bem e a recuperar bem.

A anestesia geral poderá ter efeitos secundários para a criança


Após a anestesia geral, a criança poderá sentir efeitos secundários (problemas) ligeiros, designadamente:

  • fadiga (cansaço)
  • tonturas
  • irritabilidade
  • inflamação da garganta
  • tosse
  • náuseas (má disposição do estômago)
  • vómitos; se tal acontecer, a criança tomará medicamentos que a irão ajudar a sentir-se melhor

Os efeitos secundários graves são raros


Há uma possibilidade mínima de haver alguma problema grave durante ou após a anestesia geral administrada à criança. Tais problemas são raros e poderão envolver:

  • reacção alérgica a algum medicamento
  • lesão cerebral
  • paragem cardíaca, o que significa que o coração deixa de bater, podendo causar a morte

A criança será observada de muito perto pelo anestesista durante a operação, exame ou tratamento. Se tais problemas acontecerem, o anestesista está apto a enfrentar a situação devido à formação que recebeu nesse sentido.

Se a criança tiver algum problema grave, poderá ser necessário permanecer no hospital por mais tempo.

Após a operação, exame ou tratamento


A criança será levada para o Serviço de Cuidados Pós-Anestesia ou para a sala de recuperação. Enfermeiras com formação especial verificarão com regularidade a respiração, o batimento cardíaco, a temperatura e a pressão arterial da criança. Esta acordará em breve após a operação, exame ou tratamento. Logo que ela acordar, os pais poderão estar com a criança.

Se a criança tiver dores


Antes da criança acordar da anestesia geral, ser-lhe-á administrado um medicamento para as dores.

O controlo das dores é importante dado que a ajuda a melhorar após a operação, exame ou tratamento. Se achar que a criança sente dores, contacte a enfermeira ou o médico da criança para obter ajuda.

Se tiver perguntas a fazer


No dia da operação, exame ou tratamento da criança, o anestesista conversará com os pais sobre questões e preocupações que eles possam ter. Se tiver perguntas a fazer antes dessa ocasião, contacte o serviço de anestesia.

A equipa médica colaborará com os pais para que, tanto estes como a criança, tenham a melhor experiência possível. É favor ligar no caso de ter algumas preocupações ou perguntas a fazer.

Pontos fundamentais


  • O estômago da criança deverá estar vazio durante e após a anestesia geral. Se não estiver vazio, a criança poderá vomitar e lesionar os pulmões. Se não seguir tais instruções, a operação, o exame ou o tratamento da criança poderão estar sujeitos a algum atraso ou terão de ser cancelados.
  • A partir da meia-noite antes da operação, exame ou tratamento a efectuar, a criança não deverá ingerir nenhuns alimentos sólidos, pastilha elástica, rebuçados, leite, sumo de laranja ou gelatina. Até três horas antes da anestesia, a criança deverá apenas beber líquidos transparentes como água, ginger ale ou sumo de maçã transparente.
  • Quatro horas antes da operação, exame ou tratamento deixe de dar líquidos a beber à criança.
  • Há uma possibilidade mínima de a criança vir a sofrer efeitos secundários graves resultantes da anestesia geral. Se tal acontecer, o anestesista observará atentamente a criança a fim de tratar tais problemas.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Alongamento ósseo cosmético para baixa estatura.


Alongamento ósseo em baixa estatura:

Alongamento cosmético:

Uma pequena parte da população saudável não é feliz com sua estatura final. Podendo ser psicologicamente afetados por esse incômodo social. Não encorajo este tipo de procedimento, já que existem inúmeros problemas e um longo tempo de recuperação. O processo é longo e pode evoluir com complicações médicas.


Quem é candidato a esse tipo de alongamento?
Ser maior de 18 anos, ter uma avaliação psicológica prévia. Não existe regra básica para pré dizer o quanto é possível atingir no alongamento ósseo.


É coberto pelo plano de saúde?
Normalmente esse tipo de procedimento não é coberto pelas operadoras de saúde, funciona como uma cirurgia plástica.

Quanto posso ganhar de altura?
Recomenda-se não ultrapassar os 5 cm em cada osso alongado, pois os riscos aumentam progressivamente..

Avaliação psicológica?
Sugiro antes do procedimento uma avaliação psicológica, com o objetivo de saber se a pessoa esta preparada para os efeitos emocionais do procedimento. Deve ser realizadoo com um profissional experiente que também entenda o objetivo da cirurgia.

Quanto custa um procedimento?
Os custos envolvem hospital, equipe médica e material. Isso deve ser discutido diretamente com o médico reponsável, pois envolve uma quantia considerável e que pode aumentar caso surjam complicações.

Quais ossos podem ser alongados?
De preferência os dois femures, com alongamento pré determinado de 5 cm. Após a conclusão e a recuperação completa, pode ser planejado em outro passo o alongamento dos ossos da tíbia, para mais 5 cm.

Como é feito o alongamento ósseo?
Através de um corte no osso e instalação de um fixador externo, que é monolateral no Fêmur e circular na tíbia. Sete dias após a cirurgia é iniciado o processo propiamente dito do alongamento ósseo em uma velocidade de 1mm ao dia, nem maior e nem menor.

O que acontece após a cirurgia?
Fisoterapia deve ser rotina para o paciente com alongamento ósseo, inicialmente deve ser diário para o treino de marcha com muletas e manutenção do arco de movimentos do paciente. Visitas médicas devem ser semanais no inicio do alongamento.

O que acontece após a fase do alongamento?
Esta fase deve durar em torno de 57 dias.
( 1mm x 50 dias = 50 dias + 7 iniciais ) Após esse periodo vem a fase da formação do regenerado ósseo e da sua consolidação. O tempo estimado total é de 200 a 250 dias para 5 cm de alongamento ósseo.

Complicações?
Várias complicações em potencial estão associadas ao alongamento ósseo.
Normalmente discutidos pessoalmente, mas posso relatar as mais frequentes: não consolidação óssea, discrepância de comprimento entre as pernas, lesão neurológica, contratura e encurtamento miotendinoso, rigidez articular...Algumas permanentes, outras podendo ser revertidas com novo procedimento cirúrgico.

Em conclusão, alongamento ósseo cosmetic é difícil, caro e penoso. Inicialmente não encorajo aos pacientes por esse método. Entretanto, para um pequeno grupo de bem orientados, o ganho final funcional e psicológico pode ser bem valioso.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

AÇÕES JUDICIAIS CONTRA OS PLANOS DE SAÚDE SALVAM VIDAS

O que seria dos pacientes que pagam com muita dificuldade as mensalidades dos seus planos de saúde se não fosse a brilhante atuação dos Especialistas em Direito e Saúde?
A Agencia de Saúde Suplementar – ANS infelizmente tem um papel pouco ativo quando buscamos apoio diante das constantes negativas de tratamento ou o descumprimento da própria Resolução Normativa 259, que entrou em vigor em 19 de dezembro de 2011.
A ONG Portal Saúde apurou junto ao Judiciário de São Paulo o número de Ações Judiciais contra os Planos de Saúde na busca pelos nossos direitos. Essas ações judiciais vão desde aumentos abusivos, especialmente para os associados com mais de 60 anos, desconsiderando totalmente o Estatuto do Idoso, passando por negativas para Próteses, DMRI, Doenças Cardiológicas e Câncer até o caso mais recente e pioneiro no Estado de São Paulo o tratamento de Reprodução Humana decorrente de uma doença genética muito séria, Translocação Cromossômica.

Visando fechar um pouco a quantidade de informação focamos os planos que as mensalidades giram em torno de R$ 400,00 a R$ 1.600,00 e trabalhando com contratos de adesão similares. Para não ser leviano preferimos não entrar no mérito de avaliar operadoras de outras capitais e os considerados populares. Mais não podemos deixar de mencionar que os planos Golden Cross, Intermédica, Dix Amico, Cassis, Classe Laboriosas entre outros também estão contemplados nesse rol de negativas de tratamentos.
Não sou indiferente ao fato de que as operadoras de saúde são empresas privadas e constituídas para gerar lucro o problema é quando o lucro em questão passa a ser o prejuízo do associado. Saúde é bem diferente de qualquer produto que podemos encontrar na prateleira do supermercado e com direito a recall. O maior problema ocorre quando a relação médico-paciente é invadida pelos Auditores dos Planos de Saúde que tentam sobrepor o direito do médico que possui particular proteção legal nos artigos 8º e 16º da Resolução 1246/88 do CFM, os quais estabelecem que nenhuma instituição, seja pública ou privada, poderá limitar a escolha, por parte do médico, para o estabelecimento do diagnóstico ou para execução do tratamento, o que vem sendo roborado pelas decisões dos Tribunais, citando como exemplo decisão recente do STJ onde o ministro Carlos Alberto Menezes Direito Desembargador relator de caso envolvendo tal temática, assim destacou: “Na verdade, se não fosse assim, estar-se-ia autorizando que a empresa se substituísse aos médicos na escolha da terapia adequada de acordo com o plano de cobertura do paciente, o que é incongruente com o sistema de assistência à saúde.”
Para esclarecer um pouco o gráfico acima, a Unimed é a operadora que mais nega tratamento de cirurgias que envolvem a colocação de próteses, tratamento para degeneração macular da retina – DMRI promove descredenciamentos abusivos de Clinicas e Hospital, incluindo Médicos deixando os pacientes órfãos e por vezes chegando a interromper um tratamento de quimioterapia correndo o risco de levar um paciente a óbito. A negativa de tratamento para paciente com problema genético grave que só conseguiu seu tratamento após obter uma liminar proferida pela Juíza Juliana Crespo Dias do Juizado Especial Cível do anexo da Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP a pagar todo tratamento de Fertilização in vidro, incluindo medicamentos e exames específicos para paciente portadora de translocação cromossômica que reconheceu no mérito à importância de salvaguarda a vida da paciente que sofre de abortos espontâneos motivados por sua doença.
Não podemos aceitar o descredenciamento da rede hospitalar e de clinicas medicas subitamente passando inclusive pelas normas estabelecidas pela ANS – Agencia Nacional de Saúde que mesmo não tendo uma atuação presente ao lado do cliente dos planos de saúde e nem mesmo dos médicos é o órgão que deve nortear os procedimentos.
A operadora de saúde Medial S/A está se especializando em negativas de tratamentos quimioterápicos, vide o caso em que somente o judiciário em 24h, através da Juíza Vanessa Ribeiro Mateus da 8ª. Vara Cível do Fórum Central João Mendes – São Paulo que liminar determinou o plano de saúde Medial Saúde S/A a pagar todo tratamento do paciente A.D. de 69 anos, portador de metástase cervical e axilar lateral, com radioterapia com técnica IMRT que se trata de um método avançado e moderno de alta precisão com um sistema de modulagem de energia de feixe de radiação. Esse é um tratamento extremamente moderno e que poucos médicos prescrevem aos seus pacientes em função do alto custo e por ter conhecimento que os planos de saúde se recusam a pagar. Vejam caros leitores, mesmo diante de uma decisão judicial com multa diária de R$ 2.000,00 e mesmo assim a Medial Saúde S/A direcionou o paciente para uma clinica completamente diferente do local onde o tratamento deveria ocorrer e tentou mudar a técnica IMRT, pode?
O Bradesco é o plano de saúde que surpreende até os especialistas em direito e saúde com suas negativas. A primeira e campeã de todas é não considerar as doenças psiquiátricas, ou seja, os portadores de Depressão, Esquizofrenia, Bipolaridade ou Dependência química estão abandonados e só resta à força do judiciário. Além disso, os auditores de saúde do Bradesco querem determinar onde seus pacientes devem realizar seus exames clínicos e de alta definição. Os pacientes que escolheram realizar seus exames em Laboratórios não credenciados e fazem uso do no reembolso ficam literalmente a “ver navios” e o pior, ainda não submetidos à auditoria para justificar a escolha do Laboratório e do médico, pode?
Nessa guerra estabelecida pelos planos de saúde quem fica diante do conflito é o paciente que vive seu momento de maior instabilidade física e emocional, que por vezes o que está em jogo é sua VIDA ou de algum familiar. As operadoras colocam em check o tratamento escolhido pelo médico e utilizam até de atitudes duvidosas que podem induzir o paciente a dúvida e tudo isso em nome da redução das despesas com o tratamento.
Já Sul América e Amil estão batendo o recorde nas negativas para colocação de próteses ortopédicas especialmente para as doenças de coluna, tratamentos neurologicos, e tratamentos em 3D ou Robótica, especialmente nas cirurgias para retirada de tumores malignos. A reconstrução física com cirurgias plásticas como as pós-cirurgias bariátricas em especial. Cirurgia por vídeo laparoscopia e colocação do stent coronário. E cabe ressaltar que as cirurgias por vídeo já estão contempladas com a Resolução Normativa 259.A função social do contrato do plano de saúde deve sempre sobrepor às suas restrições contratuais. Logo, ainda que cláusulas impeditivas vedem expressamente o determinado procedimento, há de ser considerada abusiva e, portanto, nula! Perante a justiça.Tais conflitos são ainda mais acentuados nos casos em que o paciente possui contrato de plano de saúde anterior a janeiro/99, quando entrou em vigor a Lei 9656/98 que regulamenta os planos de saúde privados. Contudo isso é mera burocracia que dependo da necessidade do paciente o objetivo desejado pode ser obtido nas mãos de um profissional do direito especialista na área da saúde.Por um lado as leis e as decisões dos Tribunais vêm protegendo o paciente e o médico quanto á escolha do tratamento adequado, sabemos que na prática as pressões e negativas continuam acontecendo-nos bastidores. Logo, percebemos que há muito que avançar neste conflito, o que poderá ocorrer com a união das entidades de classe e das associações e organizações que amparam os pacientes, pois como diz o ditado: “a união faz a força”..
Recomendo uma reflexão a todos os segmentos que envolvem a área da saúde uma ação em conjunto é mais inteligente do que apostar na ignorância alheia. Será que se os Auditores dos planos tivessem conhecimento jurídico especializado na área da saúde às decisões não seriam mais corretas? Eu garanto que financeiramente os números seriam mais positivos para o mercado do que os atuais. Será que além do meu escritório de consultoria alguém já realizou tabelas e planilhas comparativas de custos versus benefícios de receber condenações jurídicas por parte dos associados?
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