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quarta-feira, 9 de março de 2011

Complicações Ortopédicas no uso do Hormônio de Crescimento - GH


Desde a introdução do Hormonio do Crescimento em sua forma recombinante, seu uso é diverso e esta se multiplicando. É a forma de terapia indicada para todos os tipos de baixa estatura porque atua de forma direta e indireta no crescimento ósseo.



Entretanto existem complicações ortopédicas durante seu uso em pacientes pediátricos. São as principais: Síndrome do Túnel do Carpo (STC), Doença de Legg-Perthes, Escoliose e Epifisiólise do Quadril. A etiologia ( causa )  dessas complicações é desconhecida.

O link patológico entre o GH e essas complicações não é bem estabelecido, assim como a sua incidência. Como a STC e a Dça de Perthes são raras na população é de dificíl avaliação o aumento da sua incidência durante o uso do GH.

Apesar da segurança do uso do GH, é aconselhável sua parada na ocorrência da Dça de Perthes e na progressão de uma escoliose.
Finalmente, é recomendável se manter alerta da possibilidade dessas complicações durante o uso do hormônio. Isso é extremamente importante de se reconhecer na presença de uma Escoliose e uma Epifisiólise do Quadril, que podem trazer problemas graves futuros a esses pacientes.


Referências:
Orthopedic complications related to growth hormone
therapy in a pediatric population
a, Mona P. Nasrallahb, Asdghig H. Der-Boghossiancand Ismat B. Ghanem
J Pediatr Orthop B
20:57–61
d
Rachid K. Haidar

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Como cuidar de bebes com Pé Torto!



Dr. John E. Herzenberg is Director of Pediatric Orthopedics at Sinai Hospital and Director of the ICLL. He is credited with re-introducing the Ponseti method of conservative clubfoot treatment.
http://www.youtube.com/user/LifeBridgeHealth#p/u/11/RmkrrvwMH4A 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Amputação em Crianças

Princípios gerais no tratamento de crianças amputadas cirurgicamente devem ser seguidos para um ótimo resultado funcional. São eles: 1- preservar comprimento, 2- preservar placas de crescimento, 3- preferência a desarticulação, 4- manter o joelho quando possível, 5- estabilização do segmento proximal do membro acometido.
Crianças amputadas diferem em muito de adultos em suas deficiências. Na população adulta a principal causa é a disfunção vascular, na criança as doenças congênitas são a principal causa. A infecção, o trauma e os tumores também são causas comuns na infância.
fig 1: sobrecrescimento distal da Tibia
Na criança, o membro amputado continua crescendo e isso deve ser levado em consideração quando planeja-se a cirurgia, placas de crescimento com grande potencial devem se possível serem mantidas.
Um fenômeno comum na infância é o sobrecrescimento do coto amputado (fig 1), e de forma não incomum ferindo a extremidade distal do coto. Procedimentos cirúrgicos corretivos são realizados inúmeras vezes para a sua correção, de acordo com a idade que foi realizada a amputação.
O resultado funcional e mecânico assim como o nível de atividade física são diferentes entre o adulto e a criança. A aceitação psicológica da criança também é muito mais fácil.
A sensação de membro fantasma é relativamente comum no adulto, mas é virtualmente inexistente na ciança e muito raramente ocorre no adolescente.
Tomar a decisão correta e precoce leva a um impacto fundamental na vida futura da criança. A integração da criança amputada com crianças na sua faixa etária é de fundamental importância no sucesso final.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Osteotomia Tripla para o Tratamento da Displasia do Quadril

  Displasias residuais do quadril na adolescência devem ser tratadas através do realinhamento proximal da articulação. Este é um vídeo de uma das técnicas empregadas.

Dr. Dennis R Wenger
San Diego, CA 


http://www.vumedi.com/node/60638




sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pés Planos - Bloqueio da Subtalar com implantes.


Pés Planos flexíveis podem ser complexos para o tratamento ortopedico. Nas formas mais graves podem levar a uma ineficiência no padrão e desenvoltura da marcha. Uma das formas cirúrgicas para a correção desta deformidade é a Artrorize.

fig 2: grau de deformidade nos pés planos.


 A Artrorize é um método de bloqueio articular sem a própia destruição da articulação. Com isso, após a retirada do bloqueio mecânico há o possível retorno do movimento. Esse bloqueio pode ser feito de várias formas, a mais atual é através de um implante.

fig 3: bloqueio da subtalar ( articulação entre calcâneo e o tálus )


A maioría desses implantes são parcialmente ou totalmente rosqueados. Muitos são feitos de titânio, cobertos de polietileno ( similar ao plástico resistente )  de peso molecular elevado. São atualmente o método mais rápido e fácil de se realizar a correção.
fig 4: implante subtalar.

Grande vantagem da Artrorise é que este métode restringe a pronação excessiva sem levar uma grande restrição da supinação e de forma temporária e não permanente. Durante o final do crescimento as estruturas ósseas se desenvovem de forma mais normal assim como as estruturas ao redor mantém a correção. Outra vantagem é a reversibilidade do procedimento, se o paciente se queixa de algum incômodo podemos retirá-lo, principalmente após o final do crescimento.
fig 5: mínimo acesso para a implantação.

O efeito psicosocial também deve ser levado em consideração, a correção é imediata e instantânea. No pós operatório existe a necessidade de uma imobilização inicial para o repouso e adaptação das estruturas, tempo aproximado de 4 a 6 semanas.
fig 6: localização do implante.

Em algumas ocasiões procedimentos cirúrgicos como o Alongamento do tendão de Aquiles devem ser associados, pois é bastante comum a existência de um encurtamento tendinoso nos pacientes portadores de pés planos hiperpronados.

fonte:  
Assessing The Pros And Cons Of Subtalar Implant
 VOLUME: 19 PUBLICATION DATE: May 01 2006 Sidebars_in_article: Issue Number: 5
Author(s): By Donald Green, DPM, Mitzi Williams, DPM, and Chul Kim, PMS IV


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Genu Varo – tratamento no adolescente e adulto.

Após o final do crescimento deformidades ósseas ainda podem e devem ser corrigidas quando atingem uma determinda angulação. As Tibias varas, chamadas pernas de cowboy, são bastante comuns nos homens adultos.
fig.1: tibias varas por sequela de Blount infantil.



Desvios em torno de 5 graus são bem tolerados durante a vida adulta sem que ocorra uma sobrecarga mecânica ao joelho ou outra articulação nos membros inferiores.
Entretanto deformidades acentuadas acima de 10 graus podem ao longo dos anos provocar um aumento da pressão no chamado compartimento medial do joelho e com isso provocar danos a cartilagem articular e ao menisco medial. E futuramente a uma artrose avançada.
Estas deformidades não provocam dores nas fases iniciais e por isso algumas vezes passam apenas como problemas estéticos, o que não é verdade.
fig 2: Osteotomia proxima da tibia.

A forma de correção é através de uma osteotomia, corte no osso, e alinhamento ósseo com a sua fixação. Existem vários métodos de fixação óssea, desde placas e parafusos indo até o uso de fixadores externos,  as correções podem ser agudas ou progressivas.

fig 3: paciente em uso do fixador externo monolateral, tempo de uso aproximado de 3 meses.


Um dentre muitos métodos de correção, é a osteotomia de abertura gradual – OAG. Através do uso de um fixador externo, realiza-se a abertura gradual e lenta da osteotomia da Tibia proximal. Apresenta um menor risco de dano vascular e neurológico do que nas correções agudas. Além disso podemos atingir nosso objetivo de forma mais precisa.

fig 4: resulatdo radiológico final após a consolidação óssea.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Operação Sorriso

Na Operação Sorriso, nós mensuramos quem somos pela alegria que vemos nos rostos das crianças. Nós somos mais do que uma organização de caridade. Mais do que uma ONG. Nós somos uma força mobilizada de profissionais da saúde e corações dedicados em oferecer segurança e cirurgias reconstrutivas para crianças que nasceram com deformidades faciais, tais como a fissura lábio-palatina.
Estima-se que mais de 200.000 crianças nascem por ano no mundo acometidas pela fissura. Somente no Brasil estima-se que sejam mais de 5.600. Geralmente com severas dificuldades para se alimentar, falar, socializar-se ou mesmo sorrir. Algumas delas são excluídas, escondidas do contato social e rejeitadas. E na maioria dos casos, seus pais não têm condições de pagar pela cirurgia que elas tanto necessitam para terem uma vida normal.
E é exatamente aí que nós atuamos. Desde 1982, a Operação Sorriso - através de dedicados voluntários – tem oferecido cirurgias gratuitas para crianças em mais de 50 países, devolvendo a elas o sorriso e a esperança de um futuro melhor.
Graças a generosidade e o espírito de voluntariado de nossos parceiros, mais de 140.000 crianças, sendo mais de 3.300 somente no Brasil, tiveram a chance de uma nova vida devido ao nosso trabalho. Com sua ajuda, quantas vidas poderão ser transformadas amanhã?



SEJA UM VOLUNTÁRIO

A Operação Sorriso do Brasil é formada por voluntários capazes de ceder seu tempo e experiência para ajudar a transformar a vida das crianças brasileiras portadoras de fissura lábio-palatina.
http://www.operationsmile.org.br/novo/

domingo, 14 de novembro de 2010

Correção do pé torto congênito inveterado e recidivado pelo método de Ilizarov


O pé torto congênito inveterado ainda é uma deformidade relativamente comum em nosso meio e constitui um dos reflexos dos problemas socioeconômicos na saúde da população dos países em desenvolvimento. Os métodos convencionais de tratamento cirúrgico dessa grave deformidade envolvem osteotomias corretivas, artrodese tríplice modelante ou talectomia. Essas cirurgias são tecnicamente difíceis devido ao fato de a deformidade do pé torto congênito ser multidirecional.
 
Diversos autores relatam ter obtido sucesso na correção do pé torto congênito inveterado e/ou recidivado empregando distração lenta e progressiva para correção gradual das deformidades com o fixador externo de Ilizarov. Os adeptos desse método relatam que ele é mais seguro do que os métodos tradicionais, além de propiciar resultados mais previsíveis e satisfatórios.  

 
 
O período necessário para a correção da deformidade varia de oito a 12 semanas. O tempo total da manutenção do fixador externo varia de 12 a 16 semanas. Após a remoção do aparelho os pacientes são imobilizados com bota gessada durante quatro semanas e encorajados a caminhar com carga total sobre o membro operado. 

 
A principal dificuldade relaciona-se à correção abrupta de to-das as deformidades sem causar problemas vasculonervosos e cutâneos num pé cujo feixe se encontra encurtado e a pele pouco elástica. Esse fato faz com que qualquer tentativa de correção aguda dessas deformidades se torne procedimento de alto risco.  

 
 

A distração progressiva realizada com o fixador externo de Ilizarov permite a correção simultânea de todos os componentes da deformidade do pé torto. O método é seguro, pois emprega uma técnica minimamente invasiva, com pouca ou nenhuma dissecção óssea. Durante o processo de correção ocorre alongamento gradual dos vasos sanguíneos, dos nervos, dos músculos, do tecido conectivo e da pele, reduzindo os riscos de lesão vasculonervosa, de necrose da pele e de infecção secundária. 

 
Outra vantagem associada ao método de Ilizarov envolve a possibilidade de preservar o máximo possível do comprimento do pé, evitando dessa forma o encurtamento final observado com o tratamento convencional. Existe ainda a possibilidade de alongar um pé significativamente curto ou mesmo promover a equalização de comprimento dos membros inferiores estendendo-se a montagem do aparelho mais proximalmente na perna e realizando osteotomias para alongamento progressivo.   

domingo, 24 de outubro de 2010

Suplemento de Vitamina D não aumenta densidade óssea em crianças saudáveis.

Através de uma revisão da literatura foi determinado que suplementos de Vitamina D não aumentam a densidade óssea em crianças saudáveis.


Tania Winzenberg, do Menzies Research Institute da Australia, pesquisou várias publicações médicas incluindo o do Cochrane Central Register of Controlled Trials, e identificou 6 trabalhos randomizados com 541 crianças com idades variando de 1 mês a 19 anos recebendo vitamina D e 343 recebendo apenas placebo po pleo menos 3 meses. Todos os pacientes foram avaliados através de exames de sangue e de densitometria.

Os pesquisadores encontraram que a Vitamina D não amentou a densidade óssea (quadril e antebraço),    apenas um sugestivo acréscimo nos estudos da coluna lombar.

Não foram evidenciadas diferenças significativas após o uso de suplementos de Vitamina D. Os autores concluem que é dificil relacionar riscos menores de fratura com amento da densidade óssea, principalmente em cianças, mas é possível que haja umamelhora naquelas crianças que tenham um baixo aporte sanguíneo de vitamina D.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Genu Valgo do Adolescente - tratamento pela Hemiepifisiodese

Deformidade em valgo do joelho  é acompanhado de uma marcha anserína, dificuldade para correr, dor na face anterior do joelho e instabilidade patelo femural. No exame radiológico panorâmico o eixo mecânico do membro inferior é desviado lateralmente. É intuitivo que o grau de deformidade esteja relacionado a gravidade dos sintomas. Por isso vários autores recomendam a hemiepifisiodese distal do femur como forma de tratamento.


 fig 1. eixo mecânico corrigido pela hemiepifisodese.



Persistente deformidade em valgo é mais do que apenas um problema cosmético. No estudo da marcha em pacientes com genu valgo, a cinética do movimento do jeolho, assim como do quadril, é completamente alterado. O mal alinhamento pode provocar lesões ligamentares e cartilaginosas ao longo dos anos. Esses problemas são insidosos mais acumulativos.

fig 2. Hemiepifisodese através da placa em "8".




Os benefícios da normalização do eixo mecânico e do redirecionamento das forças de reação ao solo são normalizadas após a correção da deformidade. Por isso o "time" correto para a realização da cirurgia é essencial. Ao invés de esperar arbritrariamente até o final do crescimento para ver se "um milagre" corrigi a deformidade. Por isso a hemiepifisiodese deve ser indicada durante a fase final de crescimento.

referência: Gait Analysis of Stapling for Genu Valgum.Peter M. Stevens, MD,* Bruce MacWilliams, PhD,† and R. Alexander Mohr, MD , J Pediatr Orthop • Volume 24, Number 1, January/February 2004