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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Operação Sorriso

Na Operação Sorriso, nós mensuramos quem somos pela alegria que vemos nos rostos das crianças. Nós somos mais do que uma organização de caridade. Mais do que uma ONG. Nós somos uma força mobilizada de profissionais da saúde e corações dedicados em oferecer segurança e cirurgias reconstrutivas para crianças que nasceram com deformidades faciais, tais como a fissura lábio-palatina.
Estima-se que mais de 200.000 crianças nascem por ano no mundo acometidas pela fissura. Somente no Brasil estima-se que sejam mais de 5.600. Geralmente com severas dificuldades para se alimentar, falar, socializar-se ou mesmo sorrir. Algumas delas são excluídas, escondidas do contato social e rejeitadas. E na maioria dos casos, seus pais não têm condições de pagar pela cirurgia que elas tanto necessitam para terem uma vida normal.
E é exatamente aí que nós atuamos. Desde 1982, a Operação Sorriso - através de dedicados voluntários – tem oferecido cirurgias gratuitas para crianças em mais de 50 países, devolvendo a elas o sorriso e a esperança de um futuro melhor.
Graças a generosidade e o espírito de voluntariado de nossos parceiros, mais de 140.000 crianças, sendo mais de 3.300 somente no Brasil, tiveram a chance de uma nova vida devido ao nosso trabalho. Com sua ajuda, quantas vidas poderão ser transformadas amanhã?



SEJA UM VOLUNTÁRIO

A Operação Sorriso do Brasil é formada por voluntários capazes de ceder seu tempo e experiência para ajudar a transformar a vida das crianças brasileiras portadoras de fissura lábio-palatina.
http://www.operationsmile.org.br/novo/

domingo, 14 de novembro de 2010

Correção do pé torto congênito inveterado e recidivado pelo método de Ilizarov


O pé torto congênito inveterado ainda é uma deformidade relativamente comum em nosso meio e constitui um dos reflexos dos problemas socioeconômicos na saúde da população dos países em desenvolvimento. Os métodos convencionais de tratamento cirúrgico dessa grave deformidade envolvem osteotomias corretivas, artrodese tríplice modelante ou talectomia. Essas cirurgias são tecnicamente difíceis devido ao fato de a deformidade do pé torto congênito ser multidirecional.
 
Diversos autores relatam ter obtido sucesso na correção do pé torto congênito inveterado e/ou recidivado empregando distração lenta e progressiva para correção gradual das deformidades com o fixador externo de Ilizarov. Os adeptos desse método relatam que ele é mais seguro do que os métodos tradicionais, além de propiciar resultados mais previsíveis e satisfatórios.  

 
 
O período necessário para a correção da deformidade varia de oito a 12 semanas. O tempo total da manutenção do fixador externo varia de 12 a 16 semanas. Após a remoção do aparelho os pacientes são imobilizados com bota gessada durante quatro semanas e encorajados a caminhar com carga total sobre o membro operado. 

 
A principal dificuldade relaciona-se à correção abrupta de to-das as deformidades sem causar problemas vasculonervosos e cutâneos num pé cujo feixe se encontra encurtado e a pele pouco elástica. Esse fato faz com que qualquer tentativa de correção aguda dessas deformidades se torne procedimento de alto risco.  

 
 

A distração progressiva realizada com o fixador externo de Ilizarov permite a correção simultânea de todos os componentes da deformidade do pé torto. O método é seguro, pois emprega uma técnica minimamente invasiva, com pouca ou nenhuma dissecção óssea. Durante o processo de correção ocorre alongamento gradual dos vasos sanguíneos, dos nervos, dos músculos, do tecido conectivo e da pele, reduzindo os riscos de lesão vasculonervosa, de necrose da pele e de infecção secundária. 

 
Outra vantagem associada ao método de Ilizarov envolve a possibilidade de preservar o máximo possível do comprimento do pé, evitando dessa forma o encurtamento final observado com o tratamento convencional. Existe ainda a possibilidade de alongar um pé significativamente curto ou mesmo promover a equalização de comprimento dos membros inferiores estendendo-se a montagem do aparelho mais proximalmente na perna e realizando osteotomias para alongamento progressivo.   

domingo, 24 de outubro de 2010

Suplemento de Vitamina D não aumenta densidade óssea em crianças saudáveis.

Através de uma revisão da literatura foi determinado que suplementos de Vitamina D não aumentam a densidade óssea em crianças saudáveis.


Tania Winzenberg, do Menzies Research Institute da Australia, pesquisou várias publicações médicas incluindo o do Cochrane Central Register of Controlled Trials, e identificou 6 trabalhos randomizados com 541 crianças com idades variando de 1 mês a 19 anos recebendo vitamina D e 343 recebendo apenas placebo po pleo menos 3 meses. Todos os pacientes foram avaliados através de exames de sangue e de densitometria.

Os pesquisadores encontraram que a Vitamina D não amentou a densidade óssea (quadril e antebraço),    apenas um sugestivo acréscimo nos estudos da coluna lombar.

Não foram evidenciadas diferenças significativas após o uso de suplementos de Vitamina D. Os autores concluem que é dificil relacionar riscos menores de fratura com amento da densidade óssea, principalmente em cianças, mas é possível que haja umamelhora naquelas crianças que tenham um baixo aporte sanguíneo de vitamina D.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Genu Valgo do Adolescente - tratamento pela Hemiepifisiodese

Deformidade em valgo do joelho  é acompanhado de uma marcha anserína, dificuldade para correr, dor na face anterior do joelho e instabilidade patelo femural. No exame radiológico panorâmico o eixo mecânico do membro inferior é desviado lateralmente. É intuitivo que o grau de deformidade esteja relacionado a gravidade dos sintomas. Por isso vários autores recomendam a hemiepifisiodese distal do femur como forma de tratamento.


 fig 1. eixo mecânico corrigido pela hemiepifisodese.



Persistente deformidade em valgo é mais do que apenas um problema cosmético. No estudo da marcha em pacientes com genu valgo, a cinética do movimento do jeolho, assim como do quadril, é completamente alterado. O mal alinhamento pode provocar lesões ligamentares e cartilaginosas ao longo dos anos. Esses problemas são insidosos mais acumulativos.

fig 2. Hemiepifisodese através da placa em "8".




Os benefícios da normalização do eixo mecânico e do redirecionamento das forças de reação ao solo são normalizadas após a correção da deformidade. Por isso o "time" correto para a realização da cirurgia é essencial. Ao invés de esperar arbritrariamente até o final do crescimento para ver se "um milagre" corrigi a deformidade. Por isso a hemiepifisiodese deve ser indicada durante a fase final de crescimento.

referência: Gait Analysis of Stapling for Genu Valgum.Peter M. Stevens, MD,* Bruce MacWilliams, PhD,† and R. Alexander Mohr, MD , J Pediatr Orthop • Volume 24, Number 1, January/February 2004

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tamanho menor do Pé e da Perna no Tratamento do Pé Torto Congênito

Nas crianças com pé torto unilateral, o pé e a perna do lado involvido serão aproximadamente 10% menores que o lado não involvido, e essa percentagem não difere significativamente com o crescimento e o desenvolvimento.



James G. Gamble, MD, PhD, apresentou esse estudo no "2010 Meeting of the Combined Orthopaedic Associations".

O objetivo do estudo do Dr Gamble era responder algumas questões como essa. Tinham o interesse em saber o quanto se tornaría menor o membro acometido e se essa defazagem aumentaría com o passar do tempo e se o tipo de tratamento também podería influenciar nos seus resultados.

Incluíram 87 pacientes, apenas casos unilaterais, excluindo casos que se resolveram apenas com gesso ou manipulações, aqueles com envolvimento neuromuscular ou síndromes genéticas, e aqueles que haviam sidos tratados inicialmente em outro serviço.

Foram divididos de acordo com o tipo de tratamento: 64 - liberação cirúgica convencional - período de 1987 a 2001, 23 pacientes - método de Ponseti - período de 2001 a 2008. Média de acompanhamento de 84 meses para o grupo cirurgico e 36 meses para o com o tratamento conservador. ( Ponseti )

O diâmetro da panturrilha e o comprimento do pé foram avaliados e arquivados durante suas avaliações de "follow-up". Nenhuma diferença significativa foi avaliada entre os grupos. Gamble relata 10% de diferença no diâmetro das panturrilhas nos pacientes que tiveram a cirurgia realizada de forma tradicional, e 8% quando foi instituído o tratamento pelo método de Ponseti.



A diferença no comprimento dos pés foi de 8% nos pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico e de 9% naqueles tratados pelo método de Ponseti. Gamble avalia que não nenhuma diferença significativa entre os grupos. Por isso ele conclui que as diferenças estão relacionadas a doença - Pé Torto Congênito - e não a forma de tratamento realizado.

Reference: * Gamble J, et al. How small is the leg and foot in unilateral clubfoot? Presented at the 2010 Meeting of the Combined Orthopaedic Associations. Sept. 12-17. Glasgow. * This study was performed at Packard Children’s Hospital, Stanford University Medical School, Palo Alto, California, and was funded by the Packard Children’s Hospital Hurley Foundation.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Complicações na retirada de material de síntese em crianças.


Em um estudo realizado no Shriners Hospital de Greenville, coordenado pelo Dr Jon R Davids, evidenciou-se uma taxa de 12,5% de complicações.  O objetivo do estudo foi avaliar a natureza, os riscos e a taxa de complicação com o procedimento.


Ocorreram 100 complicações em 801 pacientes. Foram 48 de grande porte e 52 de menor intensidade.
Os autores encontraram 4 fatores que aumentam o risco de uma complicação maior:
1- complicação após o tratamento inicial de sua implantação,
2- procedimento não eletivo de retirada do implante,
3- doença neuromuscular associada com convulsões,
4- doença neuromuscular em criança não deambuladora.


Crianças que tenham esses 4 fatores são 14,6 vezes mais propensos a terem uma complcação maior, avaiação dos autores.

Esse estudo demonstra o dilema em que pode se encontrar o cirurgião ortopedico. O trabalho demonstra o alto risco desse tipo de procedimento em crianças com doenças neuromusculares.
Referência: Raney EM, Freccero DM, Dolan LA, et al. Evidence-based analysis of removal of orthopaedic implants in the pediatric population. J Pediatr Orthop. 2008;28:701-704.
Esse estudo nos faz acreditar que uma solução futura, caso haja uma melhora progressiva na fabricação dos materiais, das placas e parafusos bioabsorvíveis.

http://celsorizzi.blogspot.com/2010/05/uso-de-material-biodegradavel-em.html

Uso de placa bioabsorvível, resultado após 6 meses, não se vê o material de sintese.


sábado, 14 de agosto de 2010

Doença de Scheuermann (Cifose Juvenil)

Scheuermann descreveu pela primeira vez as manifestações radiológicas desta doença em 1920

A patogênese é desconhecida:
a. Genética: tendência familiar, mas não há provas
b. Debilidade do colágeno e ossificação subdesenvolvida da placa terminal vertebral são os mecanismos mais prováveis
c. Osteopenia, nutrição e efeitos endócrinos: aumento da incidência em pacientes com síndrome de Turner, espru não-tropical e fibrose cística
d. Causas mecânicas, inflamatórias e debilidade muscular podem estar envolvidas, mas não há provas
Patologia:
a. Ligamento longitudinal anterior espessado e contraído
b. Formação em cunha da parte anterior dos corpos vertebrais
c. Núcleo pulposo: protrusão anterior para dentro da esponjosa óssea (nodos de Schmorl)

Incidência: 0,4-8,3% da população, mas apenas 1% buscam atenção médica

Manobra de Adams - cifose localizada.


Achados clínicos:
Idade: comum durante 12-14 anos de idade e igual relação entre os sexos ou ligeira preponderância feminina
Sintomas:
    a. A deformidade é a queixa de apresentação mais comum
    b. Dor: cerca de 50% entre os que buscam atenção médica, mas porcentagem mais elevada (78%) se a coluna vertebral lombar estiver envolvida
    c. Alguns pacientes apresentam espondilólise lombar mais tarde
Exame:
   a. Os sinais aumentam na cifose torácica (rígida) e lordose lombar e cervical (compensatória), ombros arredondados e cabeça projetada para a frente
   b. Enrijecimento e contraturas musculares, especialmente dos músculos isquiotibiais
   c. Associação com discreta escoliose: 30%

Achados radiológicos:
   a. Precoces: ossificação endocondral desordenada, placas terminais irregulares, estreitamento de espaço do disco intervertebral e nodos de Schmorl
   b. Intermediários: formação cuneiforme das vértebras e aumento da cifose > 45o (usualmente > 5o e > 2 vértebras envolvidas)
   c. Tardios: alterações degenerativas, como osteófitos e hipertrofia das facetas
   d. As incidências lateral de pé e hiperextensão em supinação são úteis na avaliação da rigidez da curva
   e. Alargamento do espaço interpedicular: cisto epidural espinhal

Exame radiológico.
Diagnóstico diferencial
1. Deformidade postural com dorso curvo: cifose modesta (40o-60o), flexível e sem alterações radiológicas
2. Inflamação e infecção: discite, osteomielite e espondilite (espondilite anquilosante, síndrome de Reiter, psoríase e doença intestinal inflamatória)
3. Traumatismo: múltiplas fraturas por compressão
4. Tumores: cisto ósseo aneurismático, osteoma osteóide, osteoblastoma, granuloma eosinofílico, tumores da medula espinhal e siringomielia
5. Cifose congênita (tipo 2) e displasia
Tipos
1. Tipo torácico: mais comum
2. Tipos toracolombar ou lombar: associados a dores mais intensas, mas menor deformidade
Tratamento
Colete de Milwaukee com almofadas retangulares posteriores.
1. Observação: deformidade discreta com sintomas mínimos
2. Colete: formação em cunha vertebral > 5o e curvas entre 45o e 65o, restando ainda 1-2 anos de crescimento
    a. Colete de Milwaukee, se o ápice se encontra ao nível de T9 ou acima
    b. OTLS sob o braço: ápice abaixo de T9 e curvas toracolombares
    c. Correção da curva e melhora da formação em cunha em cerca de 40% podem ser esperadas após 6-12 meses; o suporte deverá ser usado até a maturidade esquelética, mas espera-se perda da correção, após diversos anos
    d. O suporte talvez tenha que ser trocado a cada 4-6 meses, até que seja obtida a correção máxima
    e. Exercícios: corrigir inclinação pélvica, fortalecimento abdominal, flexibilidade espinhal e extensão da coluna vertebral torácica

 Cirurgia
    a. Indicações (raras)
    b. Deformidade grave após o término do crescimento, com uma dor renitente (usualmente > 70o e > 10o de formação em cunha; resistente ao uso de suporte durante 6 meses)
    c. Sinais ou sintomas neurológicos

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os riscos do uso de sandálias tipo "crocs" em crianças.

Escalors, Rubber Clogs, and Severe Foot Injuries in Children.
Lim, Kevin Boon Leong FRCS(Eng), FRCSEd(Orth), FAMS; Tey, Inn Kuang MRCS(Ed), MMed(Ortho); Lokino, Elvin Salioc MD; Yap, Robert Tze-Jin MBChB BAO; Tawng, Dingrin Khawn MBBS

Journal of Pediatric Orthopaedics. Volume 30(5) pgs. 413-520 July/August 2010


Segundo estudo recente, lesões em pés de criança em escadas rolantes estão aumentando. Sandálias plásticas coloridas estão relacionadas a um numero significativo desses incidentes na América. Foram revistos, segundo os autores, os prontuários de crianças que tiveram graves lesões nos pés em escadas rolantes e correlacionados ao uso ou não dessa sandálias.

Entre setembro de 2006 a setembro de 2008 foram tratados 17 crianças com traumas relacionadas as escadas rolantes. Eram 10 garotos e 7 meninas, com idades entre 2 a 9 anos ( média 5,5 anos ).

Desses, 13 ( 76,5 % ) estavam usando sandálias deste formato no momento do acidente. Dentre esses, 9 tiveram lesões graves no pé e necessitaram internação hospitalar em regime emergencial. Uma das crianças teve uma amputação do grande dedo, que foi impossível a realização do reimplante. Do grupo que não ultilizava esse tipo de sandália, 3 de 4 apresentaram lesões graves.

Do grupo restante de 4 pacientes que usavam a sandália, foram apenas tratados com curativos e enviados para seu domicilio e acompanhamento ambulatorial.

Os autores concluem que os danos provocados nos pés na criança pela escada rolante podem ser graves e mesmo levar a amputações. O formato alargado do bico da sandália sugere uma falsa impressão de segurança. Por isso todo cuidado deve ser tomado pelos pais no uso deste tipo de calçado.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Andar na ponta dos Pés - "toe walking"

Em recente estudo, a aplicação de toxina botulinica ( TB ) foi avaliada en crianças que apresentam o caminhar na ponta dos pés. Várias recomendações são oferecidas para o tratamento da marcha de ponta do pé, isso em sua forma idiopática ( significa de causa desconhecida ), mas a maioría é questionável.



Foram avalidas as crianças antes e após a aplicação da TB através do estudo de marcha com cameras ligadas a um computador. ( gait lab ). Um grupo de 15 crianças de 5 a 13 anos ) foram avaliadas. Foi utilizada a TB na dose de 6 unit/kg aplicados no músculo da panturrilha ( gastrocnêmios ) associados a fisioterapia.

A analise de marcha foi repetida aos 3, 6 e 12 meses após o tratamento. Após 12 meses foi reavaliada a gravidade do quadro residual. Apenas 11 crianças completaram o programa. O estudo da marcha demonstrou uma significante melhora do ângulo de dorso flexão do tornozelo e também a diminuição do ângulo de planti-flexão durante a fase inicial de apoio do pé.

Como critério subjetivo, foi solicitado a opinião dos pais. Destes 11, 03 disseram que havia cessado o pisar nas pontas, em 04 havia diminuído e 04 sem alteração. Através de uma classificação objetiva, realizada pela mensuração de ângulos, determinou-se a melhora em 09 dos 14 pacientes que tinham seus dados previamente coletados.

Em conclusão, a aplicação únicade TB associada a um programa de exercicios pode melhorar o padrão de marcha das crianças que andam na ponta dos pés, mas o objetivo de melhora completa é apenas atingido ocasionalmente.

Does botulinum toxin A improve the walking pattern in children with idiopathic toe-walking? Pähr Engström , Elena M. Gutierrez-Farewik, Åsa Bartonek, Kristina Tedroff, Christina Orefelt and Yvonne Haglund-Åkerlind