Fraturas pélvicas em crianças são incomuns, sendo estimadas em 1:100.000 nos EUA. A maioria das fraturas pélvica instáveis é resultado de um trauma de grande energia e geralmente estão relacionadas com atropelamento por veículos automotores.
fig 1 e 2: menor de 8 anos, fratura do anel pélvico com luxação sacro-ilíaca a esquerda. sem quadro associado de trauma abdominal ou encefálico.
Entre esses relatos, encontramos apenas 5% em que essas fraturas estão associadas à disjunção da sínfise púbica ou da articulação sacroilíaca. Devemos lembrar-nos de que 75% das crianças com fraturas pélvicas têm outras lesões em outras estruturas anatômicas.
As indicações para o tratamento de pacientes com fraturas pélvicas variam de autor para autor. Autores indicam tratamento cirúrgico com fixação, quando há deformidade associada à instabilidade pélvica, quando a laparotomia for realizada primariamente ou em fraturas abertas.
fig 3: tratamento cirúrgico através da fixação percutânea da sacro-ilíaca associada a fixação externa temporária.
A abertura do anel pélvico com sinais de choque hipovolêmico e a luxação do quadril constituem emergências ortopédicas, devendo ser tratadas primariamente, e só após a estabilização do anel pélvico a laparotomia poderia ter sido realizada.
fig 4: resultado radiológico final.